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João Pessoa 435 anos: Do Roger ao Extremo Oriental

Compartilhe:     |  8 de agosto de 2020

Por Gualberto Freire

Apesar de algumas conquistas na melhoria do seu meio ambiente, a exemplo do fim do lixão do Roger e construção do aterro sanitário, revitalização e requalificação do Parque Solon de Lucena (Lagoa) e do Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), grandes ainda são os desafios ecológicos da cidade de João Pessoa, que completou 435 anos no último dia 5 deste mês.

O primeiro aterro sanitário da Paraíba substituiu o “Lixão do Roger”, um risco à saúde da população e que representava uma ameaça constante de contaminação do rio Sanhauá, pela infiltração tóxica do chorume resultante do processo de decomposição do lixo. O fim do lixão, após 45 anos de existência, pode ser considerado como uma das primeiras intervenções ecologicamente corretas ocorridas nas duas últimas décadas, na cidade de João Pessoa.

Outra intervenção relevante para a cidade e que estabeleceu uma nova relação das pessoas com o meio ambiente, foi a revitalização do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, estimulando ações de educação, conscientização e preservação ambiental. O parque recebeu um novo traçado urbanístico para melhorar a acessibilidade, com três novas trilhas ecológicas: a Trilha das Águas, a Trilha Sensorial e a EcoTrilha. Os recintos dos animais também receberam melhorias.

Com 12 praças, ciclovia e píer flutuante, 14 quiosques e equipamentos, como a pista de cooper, de skate, muro de escalada, academia da saúde e um deck para contemplação, o Parque Solon de Lucena, agora denominado Parque da Lagoa, é o que se pode considerar como um exemplo de intervenção bem-sucedida, em termos ambientais. O parque ganhou espaços de convivência e teve sua área verde ampliada, além de melhorar a mobilidade dos visitantes, com 45 rampas de acessibilidade, sem contar a exuberância do verde, com suas palmeiras imperiais, ipês, gramados e outras vegetações.

E, no seio da cidade, localiza-se a Mata do Buraquinho, que com seus 515 hectares é considerada, no mundo, a maior floresta semi-equatorial nativa plana e densamente cercada por área urbana. É lá onde está localizado o Jardim Botânico Benjamim Maranhão, que desenvolve ações de preservação do patrimônio genético das plantas e da fauna, a qual registra a presença de espécies raras de animais.

Seguindo em direção à praia, temos uma importante via de acesso, a Avenida Epitácio Pessoa, que tem recebido, ao longo dos anos, diversas intervenções de reestruturação e requalificação. A mais recente mexida na avenida parece querer tornar este espaço público também um local de passeio, com diversos modais de trânsito, faixas inteligentes, ilhas de convivência, calçadas com novas áreas verdes, árvores, bancos e padronização de acessibilidade.

Do extremo mais oriental, a Ponta do Seixas, se vislumbra o alto da falésia penalizada diariamente pela erosão, além do mirante e o farol, onde se pode apreciar o mar e o sol nascendo primeiro nas Américas. E com relação à barreira do Cabo Branco, o que fazer?



Fonte: Espaço Ecológico



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