O lixo em questão

Jovem recolhe lixo orgânico em comércios para compostá-los

Compartilhe:     |  18 de agosto de 2019

A cidade de Nantes, no oeste da França, está às margens do rio Loire, o mais longo do país e que ocupa mais de um quinto do território. Imagine se os residentes depositassem todo o lixo doméstico no rio? Se depender da jovem Coline Billon isso está fora de cogitação. Ela criou uma empresa para recolher os resíduos orgânicos da cidade e transformá-los em adubo para produtores.

Batizada de La Tricyclerie, a companhia foi criada por três mulheres, entre elas Coline. Hoje, com uma equipe maior, ciclistas percorrem o centro da cidade coletando o lixo orgânico de restaurantes, empresas e comerciantes em geral. O foco está em cuidar da logística entre quem precisa se desfazer do material e quem pode se beneficiar de um composto rico para nutrir a terra.

Por mês, quatro toneladas de resíduos são coletadas, o que gera uma tonelada e meia de composto. A ideia é expandir mais, ligando mais agentes nesta cadeia de beneficiamento. O projeto já rendeu à Coline, o segundo lugar na competição “Jovens Campeões da Terra”, promovida pela ONU, que premia projetos pelo seu impacto positivo no meio ambiente.

Um dos pontos mais interessantes é que tudo é feito dentro da cidade e para os moradores locais, encurtando distâncias e dando um exemplo de economia circular. Esta ideia parece estar no cerne do que acredita a fundadora. “O mais importante é alimentar-se com comidas orgânicas e locais sempre que possível. Isso não apenas reduzirá as emissões desnecessárias de transporte mas também apoiará fazendeiros locais e ecossistemas mais saudáveis”, afirmou a jovem em entrevista à ONU Meio Ambiente. Não à toa, optou por adotar o triciclo como meio de transporte livre de emissões poluentes.

Desperdício no mundo
O desperdício de alimentos gera diversos problemas. Mesmo com um terço dos alimentos produzidos no mundo sendo desperdiçados, há ainda 820 milhões de pessoas passando fome no mundo. Não bastasse a insegurança alimentar, tais perdas impactam economicamente e à saúde ambiental, uma vez que muitos recursos são usados para a produção de alimentos.



Fonte: CicloVivo



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