Crônicas e Poesias

Junho: mês da natureza, das festas e do amor

Compartilhe:     |  6 de junho de 2015

Alfeu Trancoso * – redacao@revistaecologico.com.br

Júpiter (Zeus) e Juno (Hera) por Annibale Carracci, século XVIJúpiter (Zeus) e Juno (Hera) por Annibale Carracci, século XVI

Junho é o nome do sexto mês do calendário gregoriano. Vem de Juno – Hera para os gregos – a deusa dos amores legítimos e fiel esposa de Júpiter (Zeus para os gregos). Foi Hera quem, no mito de Édipo, lançou a maldição sobre Laio, que teve uma  relação homossexual com Crisipo: “Tu terás um filho, Édipo, que vai matá-lo e depois se casará com sua mãe, Jocasta”. Ao conquistar militarmente a Grécia, os romanos foram conquistados pela cultura grega.

Em nosso hemisfério, junho é um mês festivo por excelência. Há, nesse período, uma simpatia universal que atinge a todos os viventes dessa região do planeta. É como se tudo quisesse cantar, abraçar e bailar. Namoros e pedidos de casamento são as duas asas da alegria quase incontida desse período. E isso se traduz no brilho das festas juninas, nos forrós, no “Dia dos Namorados” e nas juras e promessas casamenteiras de Santo Antônio.

Além disso, tudo regado a boas comidas, quentão e muitos fogos. O “Dia dos Namorados” é uma homenagem a São Vicentin, grande incentivador do casamento. Prática considerada proibida  pelo imperador romano Otávio II, sob o argumento de que, em épocas de guerra, isso prejudicava seu exército. Esse religioso foi então decapitado em 270 d.C..

Junho é também o mês em que se comemora o “Dia Mundial do Meio Ambiente”, quando, com a energia cósmica desse tempo, podemos fortalecer mais ainda nossa luta sem trégua pela dignificação da natureza. Não por acaso, que junho foi escolhido o tempo ideal para ajudar a conservar e cuidar da nossa grande casa (Oikos).

Em nosso país, nesse mês, o tempo começa a se preparar para os dias mais frios de inverno, que são boas oportunidades para as nossas elevadas meditações. Em quase todas as árvores, as folhas começam a cair se despedindo dos galhos. Elas começam a diminuir a atividade fotossintética e a economizar energia. Já em nós, humanos, o mês de junho, além da alegria proporcionada pelas festividades, nos incita a uma preparação silenciosa.

É preciso coragem e desprendimento para descermos em nossas profundezas íntimas. Essa necessidade de aprofundamento interior nos prepara para outras descidas tão importantes em nossa vida cotidiana. Junho é o mês que, a todo momento, nos incita a reconhecer que as estações mais frias são convites sedutores para uma visita aos interiores de nossa alma. Esse é um momento decisivo para o nosso crescimento espiritual, pois as dificuldades desse período, como o frio, escassez de alimentos etc., são experiências formadoras. Sem dificuldades, não há ensinamento e, portanto, não há vida feliz.

*Ambientalista e professor de Filosofia da PUC Minas

Fonte: Revista Ecológico



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