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KFC testará proteína vegetal que imita frango em loja nos Estados Unidos

Compartilhe:     |  27 de agosto de 2019

Quer você goste ou não, as proteínas vegetais que imitam as de origem animal estão chegando em diferentes redes de fast food. Há algum tempo, falamos que o Burger King terá, inclusive no Brasil, uma opção de hambúrguer vegetal que se assemelha a carne. Nesta segunda-feira (26), o KFC anunciou testes nos Estados Unidos com uma proteína vegetal que parece frango.

De acordo com a fornecedora do alimento, a Beyond Meat, a rede conhecida pelo frango frito começará a vender em uma loja de Atlanta (Geórgia), nos Estados Unidos, nesta terça-feira (27) o que eles chamam de Beyond Fried Chicken. Ele será servido em forma de nuggets ou asas desossadas.

“O KFC Beyond Fried Chicken é tão gostoso que nossos consumidores terão dificuldade em dizer que são feito de proteína vegetal”, afirmou Kevin Hochman, presidente do KFC nos Estados Unidos, em um comunicado à imprensa.

O teste inicial, segundo o anúncio da Beyond Meat e da rede KFC, será primordial para decidir se o produto se estenderá para outras lojas da companhia. Portanto, se não curtirem, pode ser que a iniciativa não vá adiante.

Parece que as principais redes de fast food estão apostando em produtos feitos de proteína vegetal que imitam proteína animal. A Beyond Meat, além do KFC, tem fornecido “almôndegas feitas de planta” para lanchonetes do Subway nos Estados Unidos. Já a Impossible Foods tem fornecido hambúrgueres para o Burger King e a rede norte-americana White Castle.

Por aqui, a Mafrig fará a “carne” do Rebel Whooper, que contará com um proteína vegetal que imita o hambúrguer convencional. Neste ano, experimentamos também o Futuro Hambúrguer, que tem uma proposta parecida.

Essa história de proteína vegetal que se parece com animal não é necessariamente para satisfazer vegetarianos. O argumento dos produtores desses substitutos é que estes alimentos ajudam a preservar o meio ambiente.

Com o crescente consumo de carne bovina, várias empresas passaram a pensar em substitutos, já que a criação de gado, por exemplo, exige muitos recursos. Caso o consumo de carne vermelha cresça e não haja melhorias na otimização de sua produção, num futuro próximo as proteínas vegetais poderão ser mais comuns, e a carne de origem animal, um item mais caro e mais raro.

Enquanto isso, produtores de proteína animal estão lutando para que esses novos produtos não possam ser chamados de carne. Vai ser uma briga boa, que deve evoluir conforme esses produtos se tornarem mais acessíveis para o consumidor médio.



Fonte: GIZMODO - Guilherme Tagiaroli



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