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Pesticida derivado da nicotina vira produto ilegal na Europa

Compartilhe:     |  14 de janeiro de 2020

O tiacloprido tem impacto negativo sobre os lençóis freáticos e está ligado à morte de abelhas, além de ter potencial para danificar a saúde do ser humano

tiacloprido , pesticida  derivado da nicotina e fabricado pela Bayern , foi proibido pela Comissão Europeia, conforme publicação feita pelo órgão no último domingo, em seu site oficial. Liberado pela Anvisa em território brasileiro, o produto já era avaliado negativamente na Europa há algum tempo, tanto que estava provisoriamente suspenso até o dia 30 de abril, data da expiração da sua licença.

A decisão publicada no domingo foi de não renovar a licença, o que acarreta na proibição. As preocupações a respeito do agroquímico vão desde a contaminação dos lençóis freáticos até a sua influência na morte de abelhas, além dos riscos potenciais aos seres humanos.

“Há preocupações ambientais relacionadas ao uso desse pesticida, principalmente quanto a seu impacto sobre os lençóis freáticos, mas também em relação à saúde humana”, afirmou Stella Kyriakides, comissária de Saúde, em comunicado oficial.

Quanto às abelhas, classificadas como insetos benéficos, existe grande receio, uma vez que há evidências do desaparecimento de colônias após o uso tanto do tiacloprido como de outros neonicotinóides, termo usado para se referir aos inseticidas a base de nicotina. A proibição passa a valer no dia 30 de abril.

Liberado no Brasil

Enquanto isso, no Brasil, o uso do produto continua liberado e regularizado pela Agência Nacional de Vigilânica Sanitária (Anvisa). O tiacloprido é utilizado por produtores de  culturas como algodão, citros, soja, cana-de-açúcar, feijão e em algumas frutas e vegetais.



Fonte: Último Segundo - iG 



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