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Língua presa: precisa mesmo de cirurgia, ou seja, o procedimento é mesmo necessário?

Compartilhe:     |  30 de setembro de 2019

Informações do maior banco de dados pediátrico dos Estados Unidos mostraram que, em uma determinada época, houve um aumento de mais de 1.000% nas cirurgias de língua presa (que ocorre quando a membrana que fica abaixo da língua, conhecida como freio, é menor do que o normal e impede o movimento). Eram 1.200 em 1997 e passaram para 12.400 em 2012. Diante do crescimento, um novo estudo foi publicado no jornal científico JAMA Otolaryngology-Head & Neck Surgery. Ele mostrou que, de 115 recém-nascidos encaminhados para a cirurgia, 63% deles não precisaram do procedimento.

Para o otorrino Christopher Hartnick, diretor de otorrinolaringologia pediátrica da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, esse estudo é o primeiro de muitos e foi útil para evitar procedimentos desnecessários.

No Brasil, desde 2014 o teste da linguinha – que identifica a necessidade de cirurgia ou não – é obrigatório em todo o país. Ele deve ser feito nas primeiras horas de vida do bebê, ainda na maternidade. “O protocolo é um aliado para uma avaliação efetiva”, explica a fonoaudióloga Cibele Fontoura, do Hospital Pequeno Príncipe (PR). Se a operação for necessária, ela deve ser realizada o quanto antes (até em recém-nascidos) por um pediatra, dentista, otorrinolaringologista ou cirurgião plástico. Leva dez minutos, e precisa apenas de uma pomada anestésica como preparo.



Fonte: Revista Crescer



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