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Litoral da Paraíba tem aumento de monitoramento após retorno de óleo em Pernambuco

Compartilhe:     |  23 de outubro de 2019

O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), anunciou nesta terça-feira (22) que vai intensificar o monitoramento do litoral paraibano e que o laboratório da UFPB que pesquisa o oceano foi convidado a ajudar no trabalho. João Azevêdo explicou que a intensificação tem o objetivo de diminuir os eventuais danos de um possível retorno das manchas de petróleo nas praias do estado.

O anúncio aconteceu após uma reunião no palácio da redenção, em João Pessoa, com representantes das cidades da Paraíba afetadas pelas manchas de óleo e de órgãos de fiscalização do meio ambiente. O governador explicou que o encontro foi para debater ações diante do que foi visto no estado vizinho de Pernambuco.

“Queremos que a parte da UFPB que estuda os oceanos seja responsável também e participe desse monitoramento das correntes marítimas. É claro que esse monitoramento já está sendo feito, queremos acelerar esse processo intensificar voos, essas vistorias a cada dia por conta da preocupação das manchas chegarem a nosso estado”, detalhou o governador.

O oceanógrafo e professor da UFPB, Tarcísio Cordeiro, havia afirmado em entrevista ao G1 que o petróleo bruto encontrado no litoral nordestino poderia afetar os arrecifes e corais na costa paraibana, impedindo o crescimento dessas estruturas e favorecendo o processos de erosão.

O objetivo da reunião feita pelo governador foi de preparar a comissão feita para fiscalização e limpeza das praias no caso de um retorno do óleo, desta vez com uma grande mancha, como aconteceu em Pernambuco. O governador destacou ainda que como não é possível determinar a origem do vazamento, que os esforços devem ser envidados a minimizar os danos no litoral.

“O estado da Paraíba não foi efetivamente atingido por nenhuma grande mancha, o que foi registrado foram pequenos resíduos em algumas praias que já foram eliminados, entretanto, em função do que está acontecendo no estado vizinho de Pernambuco, com grandes manchas, temos que nos precaver”, avaliou João.

Poucos vestígios de petróleo foram registrados no litoral da Paraíba  — Foto: Divulação/Prefeitura de Conde

Poucos vestígios de petróleo foram registrados no litoral da Paraíba — Foto: Divulação/Prefeitura de Conde

O capitão de fragata Godoy, da Capitania dos Portos da Paraíba, elegeu o litoral sul paraibano como o ponto que corre mais risco por conta da proximidade com Pernambuco, muito embora a divisa seja diariamente monitorada o comportamento da corrente marinha. A intenção é verificar se o óleo continua subindo em destino aos estados mais ao norte da região Nordeste.

“Até a última informação que tivemos, essa subida foi contida, permanecendo até o Recife [em Pernambuco]. A reunião é justamente para que seja dimensionado todos os recursos necessários para enfrentar esse problema, evitando prejudicar os arrecifes e os corais que existem no litoral paraibano”, comentou o capitão.

Dados informados pela Superintendência de Administração de Meio Ambiente da Paraíba (Sudema) apontam que o processo de limpeza das praias da Paraíba retiraram até a terça-feira (22) cerca de 400 kg de petróleo. O volume foi retirado apenas das praias de Cabedelo, na Grande João Pessoa, única cidade que quantificou o material removido. A prefeitura do Conde segue o processo de limpeza, muito embora seja mais complicado porque o óleo pegou nas pedras.

Segundo relatório do Ibama divulgado no sábado (19), 16 praias e seis cidades da Paraíba tinham registrado algum vestígio do petróleo bruto que se espalhou pelo litoral do Nordeste. A Paraíba foi o primeiro estado do Nordeste a notificar as autoridades navais e de meio ambiente sobre a existência de óleo no dia 30 de agosto de 2019, na cidade de Conde, Litoral Sul do estado.



Fonte: G1 PB



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