O lixo em questão

Lixo em dobro durante a folia

Compartilhe:     |  9 de março de 2019
Dados mostram que os números de resíduos sólidos aumentam neste período

O período de Carnaval no Brasil é tempo de festa para muitos, de descanso para outros e também de muito trabalho para profissionais de determinadas áreas como as ligadas aos cuidados com o meio ambiente. A população nas cidades com faixa litorânea aumenta de forma expressiva e a geração de lixo torna-se uma preocupação devido ao impacto na natureza.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) Meio Ambiente, o plástico é o maior desafio ambiental do século 21, que já afeta mais de 600 espécies marinhas e a estimativa é que em 2050 a quantidade de plásticos na água supere a de peixes. A cada ano, de acordo com o Greenpeace UK, são despejados nos oceanos cerca de 12,7 milhões de toneladas de plástico, desde garrafas e sacos plásticos até canudos.

A concentração de foliões nas ruas, orlas e dunas é sinônimo de trabalho redobrado para os responsáveis pela coleta de resíduos sólidos. Dados levantados pelo Comitê da Bacia do Rio Urussanga com a colaboração das prefeituras de Balneário Rincão e Jaguaruna mostram que toneladas ainda são retiradas mensalmente das orlas nas praias no Sul de Santa Catarina.

Com aproximadamente 14 mil residências, Balneário Rincão instalou mais lixeiras e contratou coletores para recolher diariamente o lixo ao longo da extensão de 13 quilômetros de orla marítima com o apoio do Corpo de Bombeiros. No período de Carnaval, recipientes que comportam até 200 litros de lixo são distribuídos.

Números de 2018 mostram que na comparação entre o mês de fevereiro, quando ocorreu o Carnaval, e de março, foi contabilizado quase o dobro de volume de lixo, sendo 497 toneladas em fevereiro contra apenas 275 toneladas em março. As coletas foram realizadas nas casas, dunas e orla.

“Distribuímos panfletos com o intuito de pedir à população para ajudar nesta questão do lixo, na maneira correta do descarte, e também para respeitar as mãos que limpam a nossa cidade”, explica o coordenador do Samae de Balneário Rincão responsável pela limpeza das dunas e da orla, Jorge Da Luz.

Já em Jaguaruna, a faixa costeira do município é de 37,5 quilômetros e contempla dez balneários. Durante o veraneio, a Prefeitura recolhe aproximadamente 900 toneladas de lixo, segundo dados da Secretaria de Administração e Finanças.

“O recolhimento desta quantidade significativa de resíduos sólidos, principalmente no que se refere ao plástico, é muito importante para evitar a contaminação dos rios próximos da orla e também do mar”, salienta a técnica em Recursos Hídricos da AGUAR para o Comitê da Bacia do Rio Urussanga, Rose Maria Adami.

Por isso, consciência e atitude são as palavras chaves para mudar a realidade neste Carnaval. Reduzir o uso e potencializar a reciclagem são algumas das alternativas. Cem toneladas de plástico recicladas, por exemplo, reduzem a emissão de gases de efeito estufa, evitam toneladas de resíduos plásticos em aterros e economizam o uso de 450 litros de água. A campanha da ONU “Mares Limpos” incentiva como agir para combater a poluição plástica. Conheça esta iniciativa no site:https://www.menos1lixo.com.br/mares-limpos

Colaboração: Comunicação Comitê Rio Urussanga



Fonte: Engeplus



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