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Logística reversa consiste em: definição, objetivos, tipos e exemplos

Compartilhe:     |  3 de junho de 2021

Logística reversa consiste em sistemas de coleta, reuso, reciclagem e tratamento de resíduos gerados pelo consumo de diversos produtos. Tem como objetivos proteger o meio ambiente, gerar oportunidades de negócios, alavancar a sustentabilidade e a redistribuição dos direitos e deveres sobre o gerenciamento de resíduos.

Nesse artigo vamos saber mais sobre esses objetivos, bem como sobre os tipos de logística reversa e exemplos.

Logística reversa

Definição

“A logística reversa é caracterizada por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”.

Essa definição é dada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei Federal 12.305/2010 (art. 3º, inc. XII), que faz com que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes sejam obrigados a implementar sistemas de logística reversa em seus produtos após o uso pelo consumidor:

“…fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos” (Art. 33).

No Brasil essa prática ainda é recente, mas ela já existe há mais de trinta anos em muitos países. O Governo do Estado de São Paulo, por exemplo, tem como estratégia aperfeiçoar a gestão de resíduos em todo o estado, sendo também uma prioridade da própria CETESB(Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

Objetivos

De acordo com informações da CETESB, os sistemas de logística reversa tem como objetivos:

Tipos e exemplos

Em outras palavras, a logística reversa nada mais é do que o caminho inverso que o produto percorre após o seu uso, pois volta do consumidor para o fabricante.

Os principais tipos de logística reversa no Brasil são: pós-consumo, pós-venda e reuso.

Pós-consumo

Consiste no retorno de produtos já consumidos ou que estejam vencidos para o fabricante. Como exemplo podemos citar o retorno das embalagens descartáveis ou reutlizáveis, pneus, óleos de cozinha ou automotivos, lâmpadas fluorescentes, esponjas multiuso, pilhas, medicamentos, etc.

Pós-venda

Está relacionada à devolução de produtos que não atenderam às expectativas dos clientes. Nesse caso, a empresa recupera o produto e revende.

Reuso

Trata-se de um novo canal no qual a empresa lucra com a venda de resíduos. Materiais como livros, móveis, equipamentos eletrônicos e até carros são leiloados pelos fabricantes, evitando o descarte incorreto destes.

Além desses exemplos, podemos citar também a devolução de correspondências de destinatários não localizados. Infelizmente no Brasil, muitas correspondências ainda são enviadas pelos Correios e, quando o destinatário não é localizado, elas acabam indo parar no lixo.

Felizmente, o uso dos envios digitais minimizaram isso, mas o problema ainda existe. Por isso, implantar práticas de devolução de correspondências pode ajudar ainda mais a diminuir a quantidade de papéis desperdiçados e jogados fora.

Outro exemplo bastante prático que vemos atualmente é a reciclagem de eletrônicos. Atualmente no Brasil, várias empresas especializadas recebem computadores, telefones, TVs e diversos outros produtos que possuem componentes eletrônicos.

Após o recebimento deles, os componentes são separados e destinados ao reaproveitamento, seja como matéria prima como o cobre, por exemplo, seja no reparo e transformação para uma nova função.

As cooperativas de reciclagem são um ótimo exemplo de logística reversa, pois além de realizarem todo o trabalho de coleta, separação e destinação dos materiais, ainda dão exemplo social de inclusão, integração e geração de renda.

Em resumo, logística reversa está presente há apenas 10 anos no nosso país e veio para ficar. Por isso é muito importante que saibamos o que fazer com os produtos depois que eles perdem a serventia para nós.

Seja no reaproveitamento ou em doações de itens que não utilizaremos mais, é importante que fique clara a importância de colaborar para que a logística reversa funcione cada vez mais.

Entre em contato com os fabricantes para saber o que fazer com os materiais depois que usá-los. Com certeza, a maioria das empresas terá uma solução para eles.



Fonte: Greenme - Eliane A Oliveira



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