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Maior e mais antiga universidade da Finlândia não servirá mais carne em suas dependências

Compartilhe:     |  19 de outubro de 2019
A venda de refeições com carne foi proibida na Universidade de Helsinque com o objetivo de reduzir as emissões de carbono. A universidade tem como objetivo aumentar o consumo de pratos veganos e vegetarianos.

A Universidade de Helsinque tomou a iniciativa de retirar definitivamente a carne do cardápio de seus restaurantes com o objetivo de reduzir sua pegada de carbono.

A partir de fevereiro, todas as lanchonetes da UniCafe pertencentes ao sindicato estudantil da escola não servirão mais pratos com carne bovina em seus menus de almoço. A carne também será removida dos itens do café do local, como sanduíches e wraps, relata o site Yle.

Segundo os cálculos da UniCafe, a remoção da carne bovina reduzirá sua pegada de carbono relacionada a alimentos em 11%, o equivalente a 240 mil kg de dióxido de carbono CO2 anualmente. A universidade serve cerca de 11 mil refeições por dia, sendo que a carne bovina representa 15% da carne servida.

“A ideia surgiu da equipe quando pensávamos em qual seria nossa próxima iniciativa socialmente responsável. Percebemos que a medida seria uma maneira de reduzir significativamente nossas emissões de carbono”, explica Leena Pihlajamäki, diretora de operações de negócios da UniCafe.

A carne será substituída por opções veganas e vegetarianas. A Ylva, empresa que opera regularmente as lanchonetes da Universidade de Helsinque, pretende aumentar as vendas de refeições veganas e vegetarianas para mais de 50% até o final do próximo ano. Atualmente, as refeições sem carne representam 40% das vendas.

Pihlajamäki acredita que o objetivo está ao seu alcance. As proteínas vegetais serão colocadas no início dos balcões de autoatendimento da cafeteria, tornando-as a primeira opção que os alunos verão. “Está provado que esta é uma das maneiras mais eficazes de influenciar nas escolhas”, disse ela.

Carne: modelo sustentável

Várias outras universidades removeram a carne do cardápio para diminuir sua pegada de carbono. De acordo com um estudo de junho de 2018 da revista Science, a carne bovina gera seis vezes mais gases de efeito estufa em comparação com proteínas à base de vegetais, como ervilhas.

Em agosto passado, a Goldsmiths, Universidade de Londres, anunciou uma proibição de carne bovina como parte de seu objetivo de se tornar 100% neutra em carbono até 2025. A Universidade de Coimbra, a universidade mais antiga de Portugal, removerá a carne bovina de seus cardápios até janeiro de 2020. Também pretende se tornar uma escola neutra em carbono nos próximos 11 anos. Atualmente, ela serve cerca de 20 toneladas de carne bovina anualmente.

A Universidade de Cambridge removeu carne bovina e de cordeiro substituindo por pratos veganos em 2016. Segundo um relatório recente, a escola reduziu suas emissões de carbono por quilograma de alimento em 33%.



Fonte: Anda - Eliane Arakaki



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