O lixo em questão

Mais de 100 aeronaves de lixo são jogadas nos rios, lagos e mares a cada ano

Compartilhe:     |  7 de setembro de 2018

“Estamos cometendo um crime contra as gerações futuras”

Félix Zucco / Agencia RBS

Outro dia sobrevoava o mar em um voo entre o Rio de Janeiro e Porto Alegre e, por curiosidade, sintonizava a frequência de uma plataforma de petróleo só para escutar o seu código morse.

Ao olhar para a plataforma notei algumas manchas no mar que pareciam grandes resíduos de derramamento de óleo.

Como de praxe reportei ao órgão de controle de tráfego aéreo o evento observado já que é também uma de minhas responsabilidades informar eventos incomuns no ar (balões cativos), na terra (queimadas, incêndios florestais), e no mar, manchas de óleo como a que acabara de observar.

Passar adiante as informações relevantes para nossa sociedade, seja um buraco na via ou uma sinaleira em pane, fazendo esta informação chegar com presteza aos responsáveis é exercer cidadania, é ser socialmente responsável.

Segundo dados deste ano da Fundação Let ´s Do It, sabe-se que 1.3 bilhão de toneladas de resíduos são geradas por ano no mundo e somente 20% deste é direcionado para reciclagem. Menos de 400 milhões (31%) são direcionados para aterros.

E o restante? Pois é!

São mais de 14 aeronaves Airbus A380 ou 117 aeronaves Airbus A320 de lixo jogadas todos os anos em nossos rios, lagos e mares!

Nosso futuro, caso não façamos algo já, é tal qual como se embarcássemos com nossos filhos em um avião com pouco combustível em direção à mar aberto e com apenas um pára-quedas. Em alguns anos saltaremos deste avião ainda em relativa segurança ambiental enquanto nossos filhos seguirão uma viagem que certamente não vai acabar bem. Estamos cometendo um crime contra as gerações futuras!

O dia 15 de setembro próximo será o World Cleanup Day e em Porto Alegre teremos inúmeras ações visando à conscientização de nossa sociedade para o fim do descarte dos resíduos de forma descontrolada.

O evento ocorrerá tanto em terra quanto nas águas do Guaíba onde recolheremos o lixo encontrado em vários pontos e centralizaremos estes resíduos no Pontal ao lado do Museu Iberê Camargo no Pontal.



Fonte: Gaucha ZH



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