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Mais de mil caranguejos presos em sacos são resgatados e soltos em manguezal

Compartilhe:     |  5 de abril de 2021

O resgate permitiu que os caranguejos não fossem colocados vivos em água fervente, onde agonizariam até a morte para depois serem consumidos

Mais de mil caranguejos encontrados presos em sacos na madrugada da última sexta-feira (2) na cidade de Anchieta, no litoral Sul do estado do Espírito Santo, puderam retornar à natureza após serem resgatados.

Os animais estavam amontoados dentro de sacos encontrados em embarcações. Vítimas de pescadores, eles seriam comercializados. Após a venda, os caranguejos seriam mortos para consumo humano de maneira extremamente cruel.

Seja na culinária caseira ou profissional, o método usado para preparar refeições com caranguejos é o mesmo. Ainda vivos, eles são colocados em água fervente e agonizam até a morte. Após jogá-los na panela, os cozinheiros fecham a tampa para que eles não fujam. Sem refletir sobre o comportamento desses animais, quem os cozinha não observa que a fuga dos caranguejos é motivada pela dor. Queimados vivos, eles se debatem e tentam sair da panela para se livrar de tamanho sofrimento.

No caso dos mais de mil caranguejos encontrados em barcos no Espírito Santo, o destino foi outro. Após serem resgatados, eles puderam retornar à natureza e viver em paz no manguezal. Essa paz, no entanto, frequentemente é ameaçada pelos pescadores, especialmente após o final do período de defeso – época em que a captura dos caranguejos é proibida.

Os caranguejos foram devolvidos à natureza (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

O defeso, criado para que a espécie possa se reproduzir livre da interferência humana, chegou ao fim no último sábado (3). Com isso, os caranguejos voltarão a ser capturados e mortos com a anuência do Estado.

A operação de resgate realizada em Anchieta teve a participação da prefeitura do município e de uma equipe do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). Os fiscais apreenderam os barcos onde os caranguejos foram encontrados, mas não conseguiram punir os pescadores, que fugiram e não foram localizados.

O descumprimento ao período de defeso pode acarretar multa de R$ 300 por caranguejo capturado. Neste caso, os pescadores seriam multados, caso fossem identificados, em aproximadamente R$ 300 mil.



Fonte: Anda - Mariana Dandara



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