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Manchas de óleo chegam a Abrolhos, que abriga berçário de espécies raríssimas

Compartilhe:     |  2 de novembro de 2019

Marinha informou neste sábado ter encontrado pequenos fragmentos de óleo em algumas localidades dentro do arquipélago de Abrolhos , área de maior biodiversidade do Atlântico Sul que abriga o parque nacional marinho, berçário de espécies como a baleia jubarte e corais raríssimos, muito sensíveis ao material tóxico que vem contaminando as praias.

O Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha do Brasil (MB), a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), listou as localidades em que o material foi encontrado: Ponta da Baleia, em Caravelas, e Ilha de Santa Bárbara, maior ilha do arquipélago de Abrolhos.

— É onde temos as melhores e mais preservadas áreas dos recifes de corais, uma área que está há bastante tempo intacta, com os corais que estão entre os mais saudáveis no Brasil. Ali também tem muita espécie de peixes ameaçada, tartarugas, aves marinhas… Por tudo isso, é bastante preocupante saber que o óleo chegou à região — disse Guilherme Dutra, diretor da Estratégia Costeira e Marinha da Conservação Internacional, que atua no parque de Abrolhos desde 1996.

A importância dos corais

Belos e preciosos, os corais expressam adjetivos em forma de natureza. São joias do mar em sentido literal. Os recifes cobrem menos de 1% dos oceanos, mas abrigam um quarto de todas as espécies marinhas conhecidas. Nutrem e abrigam peixes, crustáceos e moluscos e geram emprego e renda na pesca e no turismo.

Também protegem o litoral da erosão pelas ondas do mar e amenizam o impacto de tempestades. Corais também são a fonte de substâncias em testes contra câncer, mal de Alzheimer , infecções e doenças cardíacas, diz Raquel Peixoto, que coordena o Laboratório de Ecologia Microbiana e Molecular da UFRJ (LEMM).

Devido à poluição e à elevação da temperatura do mar associada às mudanças climáticas, diz ela, os corais podem ser totalmente extintos em 2050, segundo um alerta da Administração de Oceanos e Atmosfera dos EUA (NOAA, na sigla em inglês).



Fonte: Extra



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