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Mata Atlântica está entre as principais reservas mundiais de biodiversidade

Compartilhe:     |  22 de agosto de 2014

A Mata Atlântica exerce função vital para o Brasil e o mundo. O bioma está entre as principais reservas mundiais de biodiversidade, são 20 mil espécies vegetais, 849 de aves, 370 de anfíbios, 200 de répteis, 270 de mamíferos e 350 espécies de peixes. Toda essa riqueza natural eleva ainda mais o valor da preservação. Em meio a essa imensa variedade estão também alguns frutos curiosos. Conheça alguns deles na lista abaixo, preparada pelo mestre em botânica Ricardo Cardim.

Araribá (Centrolobium tomentosum) – Árvore de madeira nobre, também conhecida pelos índios como “árvore-das-araras” – nome devido ao sucesso que os frutos fazem na alimentação dessas aves – tem um formato muito interessante e fácil de reconhecer com sua grande “asa”, que carrega uma estrutura espinhenta com a semente dentro. Como os araribás adultos são geralmente árvores altas e esguias, o fruto se desprende da copa em dias de vento, sai “planando” e vai pousar para germinar longe da planta-mãe, evitando concorrência. Em São Paulo, a espécie é mais comum no Parque Siqueira Campos, na Avenida Paulista.


Foto: João Medeiros/Flickr

Embaúba (Cecropia sp.) – Quem olha de longe ou mesmo perto, não sabe diferenciar o que é esse “cachinho” em forma de mão perto das folhas. Trata-se da embaúba, uma árvore pioneira da Mata Atlântica e inconfundível com suas folhas grandes e de face inferior prateada. Seus frutos unidos ou infrutescência chegam aos milhares e formam esse aglomerado que é o “cachinho”, muito apreciado pelos morcegos e pássaros.


Foto: Tarcisio Leão/Flickr

Jequitibá (Cariniana legalis) – Ao passar embaixo da enorme copa de um jequitibá depois de uma ventania é fácil observar essas estruturas curiosas, que lembram “cachimbos” espalhados pelo chão da floresta. Esta é a “embalagem” que protege as sementes, como em um estojo. Quando o Brasil ainda era um país rural, era comum os caboclos e caipiras confeccionarem cachimbos com o fruto, daí seu outro nome “pau cachimbo”.


Foto: Mauro Guanandi/Flickr

Tamboril (Enterolobium contortisiliquum) – Quase totalmente despido de folhas, o tamboril fica carregado de inúmeras “orelhas escuras” penduradas nas pontas de seus galhos, são seus frutos, que também nomearam a árvore de “orelha-de-negro”.


Foto: Mauro Guanandi/Flickr

Sibipiruna (Caesalpinia pluviosa) – Comum na arborização de ruas no Sudeste e Sul, a sibipiruna apresenta uma característica diferente: seus frutos liberam as sementes de forma explosiva, jogando-as bem longe da planta-mãe. Na época certa, e em ruas silenciosas, é possível ouvir o “ploc” dos frutos estourando e lançando as sementes.


Foto: Mauro Guanandi/Flickr

Sapucaia (Lecythis pisonis) – O ditado popular “macaco velho não enfia a mão em sapucaia” se deve ao seu fruto em forma de urna, que esconde sementes saborosas para os macacos no interior. A lenda diz que os macacos jovens enfiavam a mão dentro da sapucaia e a enchiam de sementes, e depois não conseguiam passar a mão pela abertura da urna e, como não queriam largar as sementes, ficavam presos.


Foto: Mauricio Mercadante/Flickr



Fonte: CicloVivo



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