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Média de mortes causadas por raios vem apresentando queda no Brasil

Compartilhe:     |  31 de dezembro de 2014

Os raios mataram quase cem pessoas no Brasil, neste ano. O repórter Alberto Gaspar mostra que é possível se proteger desses acidentes.

Raios não são raridade em uma fazenda do interior de São Paulo. Mas desta vez o estrago foi grande: 24 bois morreram debaixo de uma árvore.

“A gente fica triste. Não só pelo prejuízo financeiro, mas pelos animais, porque a gente tem amor pelo que faz”, conta Paulo, dono da fazenda.

Áreas rurais são particularmente perigosas. É onde morre uma de cada quatro pessoas atingidas por raios no país, que tem enorme incidência do fenômeno.

“São cerca de 50 milhões de raios por ano, o que coloca o nosso país em primeiro lugar no mundo na quantidade de raios”, explica o pesquisador do Inpe Osmar Pinto Junior.

Os raios que atingem o solo se formam entre cinco e dez quilômetros de altitude, a baixíssimas temperaturas. Granizo, água e cristais de gelo se chocam gerando cargas elétricas opostas. A nuvem passa a agir como uma pilha gigantesca. A descarga elétrica que ela produz é o raio.

A média de mortes causadas por raios, no Brasil, apresenta queda nos últimos anos. De quase 130 por ano, na década passada, para menos de 100, desde 2011. Ao longo de 2014 foram 99 casos. Segundo técnicos do grupo de eletricidade atmosférica do Inpe, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, tem contribuído para isso a divulgação dos riscos e atitudes preventivas. E nunca é demais relembrar:

“A regra de ouro é um lugar abrigado, fora da chuva. Se tiver em um carro, ele forma uma gaiola de proteção. Fique dentro do carro com janela fechada. Se não tiver um carro, vai para dentro de uma residência”, afirma o coordenador da defesa civil estado de São Paulo coronel José Roberto Rodrigues de Oliveira.

Dentro de casa, é importante manter distância de tomadas, equipamentos elétricos e telefones com fio. Árvores e abrigos com aberturas laterais, como quiosques e pontos de ônibus devem ser evitados. Podem atrair raios. “Acaba sendo o ponto mais alto, o ponto mais fácil para o raio se dissipar”, explica o meteorologista do CGE Michael Pantera.

Na praia, a ordem é se afastar ao máximo do mar, que é ótimo condutor de eletricidade. E em qualquer área aberta, sem nenhum abrigo próximo… “Sente no local, junte os pés, coloque a cabeça entre as pernas e espere passar”, orienta o coronel José Roberto Rodrigues de Oliveira.



Fonte: Jornal Nacional



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