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Menos impacto ambiental com envio para reciclagem de embalagens de óleo lubrificante na Paraíba

Compartilhe:     |  15 de fevereiro de 2015

Ao questionar de um lado para outro, a logística reversa surge como algo utópico e oneroso. Uns descreem, outros dizem que será algo em prática num futuro distante.

Pode até ser verdade, ainda que exista lei federal que determine que a atividade seja efetiva e constante em alguns setores. Em 14 Estados, dentre eles a Paraíba, o retorno de embalagens de óleo lubrificantes descartados já é uma realidade. De julho a dezembro do ano passado, foram sete toneladas deste produto coletadas e enviado para a reciclagem e, apenas em janeiro, foram duas toneladas.

Em meio à destinação, 90% são reciclados, algo que não ameniza o custo da logística reversa. Somente em 2014, foram gastos R$ 16 milhões pelo Instituto Jogue Limpo e estima-se que este ano, o custo seja de R$ 20 milhões.

A entidade surgiu, em 2005, do interesse de nove multinacionais que fabricam óleo lubrificante em por em prática a logística reversa. As empresas Petrobras, Ipiranga, Shell, Cosan, Petronas, Total, YPF, Chevron e Castrol, juntas, dividem o valor dos custos, desde a fundação do Jogue Limpo, em 2005. De acordo com a revista Ipesi, especializada em mecânica, elas representam 80% do mercado deste setor no Brasil. “É só custo. Não se ganha dinheiro com isso. Esse projeto começou há 10 anos, no Rio Grande do Sul, antes mesmo da Lei Federal sobre a Política de Resíduos Sólidos existisse.

Foram gastos R$ 16 milhões no ano passado, 37% a mais do que em 2013. Quem é que paga essa conta? As empresas, que agora são obrigadas pela lei a ter responsabilidade com esse resíduo”, afirmou o diretor executivo do Instituto Jogue Limpo, Ezio Camillo Antunes. O Jogue Limpo coleta gratuitamente embalagens de óleo lubrificante em postos de combustíveis e concessionárias de veículos de 112 municípios paraibanos, semanalmente.

Das nove toneladas coletadas nos últimos seis meses no Estado, 73,91% (6.651,70) são de João Pessoa. O material que é coletado é enviado para uma central do Instituto, em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. “Todo plástico que recolhemos tem como destino final a reciclagem. No final, este plástico se transforma em novas embalagens e outros produtos, como conduítes, caixas de passagem para elétrica, dormentes de linha férrea, tubos de água, bancos para jardim e até mesmo novas embalagens. Só deixamos de reciclar 10% do que coletamos, porque são outros resíduos”, explicou.

Na central, é feito a separação e a prensa das embalagens. Logo em seguida, são encaminhadas para empresas especializadas em reciclagem. “Todas as recicladoras são auditadas e fiscalizadas por nós. Precisamos garantir que o reuso do plástico obedeça às regras ditadas pela lei. Até porque, nós também devemos prestar contas da logística reversa para os Estados em que operamos e para o Ministério do Meio Ambiente”, justificou.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o óleo lubrificante “é considerado um resíduo tóxico persistente e perigoso não só para o meio ambiente, como também para a saúde humana”, pois são “cancerígenos e provocam, entre outros males, má formação dos fetos”. Consequentemente, as embalagens não podem ser reutilizadas pelo consumidor, pois são contaminadas pelo produto. Mas a destinação indevida desse material ainda é o principal problema enfrentado pelo Instituto.

Em 80 postos de combustíveis na capital, quatro não quiseram entregar as embalagens descartadas. “Tudo é uma questão de educação. As pessoas, tanto empresas e população em geral, precisam aprender e ter conhecimento de como selecionar e destinar o resíduo que produzem e consomem”.

“É um trabalho de formiguinha. Conscientização não é algo que enfia ‘guela’ abaixo, tem que fazer que haja entendimento. Vai chegar um momento, creio, em que as coisas serão diferentes. Tudo é uma questão de educação e de conhecimento da disponibilização do serviço”, declarou Ezio.



Fonte: Jornal A União - Edilane Ferreira



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