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Meteoro que caiu em Vacaria pesa 9 toneladas e tem 1,74 metro de altura

Compartilhe:     |  15 de novembro de 2020

meteoro que caiu em Vacaria, na Serra do Rio Grande do Sul, na madrugada do dia 1º de outubro, tem cerca de 1,74 metro de altura e pesa 9,4 toneladas, explicou ao G1 o professor Carlos Fernando Jung, diretor científico da Região Sul da Bramon – Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros.

Os pesquisadores da rede analisaram as imagens das câmeras do Observatório Espacial Heller & Jung e do Clima ao Vivo, que registraram o fenômeno.

“A partir dessas medições, foi calculado que o bólido explodiu sobre o Rio Grande do Sul, com uma energia equivalente a 220 toneladas de dinamite. Isso corresponde a um pequeno asteroide com cerca de 1,74 metros e 9,4 toneladas de massa. Algo do tamanho de um Fusca, mas bem mais pesado e mais rápido também”, disse Jung.

Câmera de segurança registra 'clarão' causado por queda de meteoro no RS
Câmera de segurança registra ‘clarão’ causado por queda de meteoro no RS
Observatório registrou a queda do meteoro. Após processamento de imagens quadro a quadro foi possível obter a foto da explosão do superbólido sobre a região de Caxias do Sul e Vacaria — Foto: Observatório Espacial Heller & Jung/divulgação

Observatório registrou a queda do meteoro. Após processamento de imagens quadro a quadro foi possível obter a foto da explosão do superbólido sobre a região de Caxias do Sul e Vacaria — Foto: Observatório Espacial Heller & Jung/divulgação

Localização do fragmentos

A partir da triangulação de vídeos registrados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, os especialistas concluíram que o bólido teve uma trajetória predominantemente de Sul-Sudeste para Norte-Noroeste.

“A rocha espacial atingiu a atmosfera da Terra em um ângulo de 40,5° em relação ao solo, e numa velocidade de 59,6 mil km/h. Iniciou sua fase brilhante a 75,3 km de altitude a leste de Caxias do Sul. Um brilho 40 vezes maior que a Lua Cheia, até se extinguir a 17,3 km de altitude, a oeste de Vacaria”, explicou.

Com a definição da trajetória do bólido, o engenheiro americano Jim Goodall calculou a área de dispersão dos meteoritos. Um software desenvolvido por Goodall simulou a trajetória de uma nuvem de fragmentos de diversos tamanhos e formatos, considerando tanto a trajetória do meteoro quanto os ventos presentes na região.

Fragmentos do meteoro caíram entre Vacaria, Campestre da Serra e Muitos Capões. — Foto: Observatório Espacial Heller & Jung/divulgação

Fragmentos do meteoro caíram entre Vacaria, Campestre da Serra e Muitos Capões. — Foto: Observatório Espacial Heller & Jung/divulgação

O mapa acima representa as regiões onde é possível encontrar os fragmentos dos meteoritos gerados por esse bólido, entre Vacaria, Campestre da Serra e Muitos Capões.

“A seta amarela representa o final da trajetória do meteoro. A área em azul marca onde há a possibilidade de se encontrar estes meteoritos. Essa possibilidade é maior na área em verde e na área amarela, é onde há a maior probabilidade. Os menores fragmentos são também mais numerosos e portanto, mais fáceis de encontrar. Eles devem ter se espalhado em grande parte da área de dispersão mais próxima a Vacaria e Campestre da Serra, enquanto os fragmentos maiores e menos numerosos, poderão ser encontrados mais próximo à Muitos Capões”, explica Jung.



Fonte: G1 RS



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