Notícias

Meu filho é tímido. Como ajudá-lo para que isso não atrapalhe o seu desenvolvimento e a vida social?

Compartilhe:     |  18 de fevereiro de 2019

“Minha filha é muito tímida, e isso acaba atrapalhando em alguns momentos. Como podemos lidar com a situação? O que posso fazer para ajudá-la?”

Tatiana Sales, mãe de Giovana, 4 anos

COMO OUTROS PAIS LIDARAM COM ISSO
Empatia

Sempre deixei claro para minha filha que todos nós passamos, em menor ou maior grau, por momentos de acanhamento. Quando se sente insegura, digo a ela que essa é uma situação normal, peço para respirar fundo e conto o que eu costumo fazer para enfrentar a minha timidez. Além disso, quando ela demonstra estar tímida, procuro não debochar ou comentar o assunto na frente de outras pessoas.
Andreia Rosa, mãe de Ana Luiza, 5 anos, e Rafael, 11 meses

Respeito aos limites

Meu filho também é muito tímido e, sempre que percebo que está desconfortável, não o forço a beijar, abraçar nem  brincar quando não tem vontade. Também pergunto como ele está se sentindo, para transmitir segurança.
Daniela Santini, mãe de Guilherme, 2 anos

Curso extra

A timidez da minha filha era tão grande que ela chegava a “comer os dedos” quando tinha de se expor. O que ajudou foi matriculá-la nas aulas de balé. Depois disso, percebi que se soltou e melhorou a relação com outras pessoas.
Laiza Graziele Santos, mãe de Lívia, 8 anos, e Helena, 7 meses

Rede de segurança

O segredo por aqui foi contornar a situação na base da conversa. Também me oferecia para acompanhar minha filha nas brincadeiras quando estávamos em um lugar diferente e com pessoas que ela não conhecia bem.
Martha Oliveira, mãe de Ana, 4 anos
PALAVRA DA ESPECIALISTA

O QUE DIZ A ESPECIALISTA
Olhar cuidadoso

Antes de tudo, saiba que é bastante comum que até os 3 ou 4 anos as crianças sejam um pouco mais retraídas e se sintam desconfortáveis quando estão em ambientes novos ou com pessoas pouco conhecidas. Esse é um comportamento natural da faixa etária, afinal, elas ainda estão se descobrindo e aprendendo a reconhecer o que é ou não perigoso. O importante é sempre prestar atenção para que isso não comece a atrapalhar o desenvolvimento e a vida social da sua filha. Se ela brinca, tem amigos, faz as tarefas esperadas para a idade, mas, mesmo assim, tem um jeito mais introspectivo e retraído, não há motivo para se preocupar. A timidez é isso mesmo: dentro de casa a criança costuma ser ativa e tagarela, mas quando chega a um lugar novo, se mostra mais reservada e calada.

Agora, se ela costuma evitar pessoas que se aproximam ou não participa de atividades com outras crianças, por exemplo, a dica é tentar entender o que está motivando esse comportamento e, se for o caso, conversar com um especialista. Fora isso, evite rotulá-la ou cobrá-la para que seja mais solta e sociável. Ser mais reservada é uma característica da personalidade dela, e mudar isso está fora do nosso controle. Não podemos criar expectativas e esperar que os nossos filhos sejam crianças tão ou mais expansivas do que nós fomos.

Vera Zimmermann, psicóloga do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)



Fonte: Revista Crescer



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Colecionadores de fãs, os siameses são inteligentes, comunicativos e brincalhões. Conheça curiosidades da raça

Leia Mais