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Micotoxinas Substâncias químicas produzidas por fungos presentes em alimentos são tóxicas

Compartilhe:     |  26 de novembro de 2020

As micotoxinas são substâncias químicas tóxicas produzidas por fungos durante o processo de decomposição dos alimentos

As micotoxinas são substâncias químicas tóxicas produzidas por fungos durante o processo de decomposição dos alimentos. As mais conhecidas são aflatoxinas, fumonisinas, zearalenona, tricotecenos e ocratoxina A.

Geralmente as micotoxinas são produzidas em condições quentes e úmidas, e podem estar presentes nos cultivos de amendoim, trigo, pistache, cevada, arroz, castanhas, café, nozes, milho. Além disso, elas podem habitar edifícios antigos, mal iluminados e com bolor nas paredes; frutas em processo de degradação como laranja e mamão; frutas secas e especiarias.

Apesar da maioria dos produtos químicos produzidos por fungos serem tóxicos para os seres humanos, alguns têm sido usados ​​como medicamentos. Isso inclui o antibiótico penicilina, bem como a ergotamina, uma droga anti-enxaqueca que também pode ser usada para sintetizar o alucinógeno LSD.

O crescimento de fungos pode ocorrer antes da colheita ou após a colheita e durante o armazenamento. A maioria das micotoxinas é quimicamente estável e sobrevive ao processamento de alimentos.

Efeitos

As micotoxinas podem causar uma variedade de efeitos adversos à saúde e representam uma séria ameaça à saúde de humanos e animais. Os efeitos adversos das micotoxinas à saúde variam de intoxicação aguda a efeitos de longo prazo, como deficiência imunológica e câncer.

A aflatoxina B1 é um conhecido carcinógeno e demonstrou ter vários efeitos nocivos. A ocratoxina A foi menos estudada, mas acredita-se que seja um carcinógeno fraco e pode ser prejudicial ao cérebro e aos rins (confira aqui estudos a respeito: 1 e 2).

Em baixas doses, as micotoxinas são neutralizadas pelo fígado e não se acumulam no corpo enquanto a exposição permanece baixa. Já em grandes doses de aflatoxinas podem causar intoxicação aguda (aflatoxicose) e podem ser fatais, geralmente por danos ao fígado.Também há evidências de que elas podem causar câncer de fígado em humanos.

Tipos de micotoxinas

Várias centenas de micotoxinas diferentes foram identificadas, mas as micotoxinas mais comumente observadas que apresentam uma preocupação para a saúde humana e pecuária incluem aflatoxinas, ocratoxina A, patulina, fumonisinas, zearalenona e nivalenol.

A exposição às micotoxinas pode ocorrer diretamente pela ingestão de alimentos infectados ou indiretamente de animais que são alimentados com alimentos contaminados, em particular leite.

As aflatoxinas estão entre as micotoxinas mais tóxicas e são produzidas pelos fungos Aspergillus flavus e Aspergillus parasiticus, que costumam crescer no solo, vegetação em decomposição, feno e grãos.

Culturas que são frequentemente afetadas por Aspergillusspp. incluem cereais (milho, sorgo, trigo e arroz), sementes (sementes de soja, amendoim, girassol e algodão), especiarias (pimenta malagueta, pimenta preta, coentro, açafrão e gengibre) e oleaginosas (pistache, amêndoa, noz, coco e castanha-do-pará).

As toxinas também podem ser encontradas no leite de animais alimentados com ração contaminada, na forma de aflatoxina M1.

A ocratoxina A é produzida por várias espécies de Aspergillus e Penicillium e é uma micotoxina comum. A contaminação de produtos alimentícios, como cereais e produtos derivados de cereais, grãos de café, frutos secos de videira, vinho e suco de uva, alcaçuz, ocorre em todo o mundo.

A ocratoxina A é formada durante o armazenamento das safras e é conhecida por causar uma série de efeitos tóxicos em espécies animais. O efeito mais sensível e notável é o dano renal, mas a toxina também pode ter efeitos no desenvolvimento fetal e no sistema imunológico.

Ao contrário da evidência clara de toxicidade renal e câncer renal devido à exposição à ocratoxina A em animais, esta associação em humanos não é clara, no entanto, já há evidências de seus efeitos nos rins.

A patulina é uma micotoxina produzida por uma variedade de fungos, particularmente AspergillusPenicillium e Byssochlamys. Frequentemente encontrada em maçãs podres e produtos derivados da maçã, a patulina também pode ocorrer em várias frutas mofadas, grãos e outros alimentos.

As principais fontes de patulina na dieta humana são maçãs e suco de maçã feito de frutas afetadas. Os sintomas agudos em animais incluem danos ao fígado, baço e rins e toxicidade para o sistema imunológico. Em humanos, foram relatados náuseas, distúrbios gastrointestinais e vômitos.

Os fungos Fusarium são comuns no solo e produzem uma variedade de toxinas diferentes, incluindo tricotecenos, como desoxinivalenol (DON), nivalenol (NIV) e toxinas T-2 e HT-2, bem como zearalenona (ZEN) e fumonisinas. A formação de fungos e toxinas ocorre em uma variedade de diferentes safras de cereais.

Diferentes toxinas fusarium estão associadas a certos tipos de cereais. Tanto o DON quanto o ZEN, por exemplo, são frequentemente associados ao trigo, as toxinas T-2 e HT-2 à aveia e as fumonisinas ao milho.

Os tricotecenos podem ser agudamente tóxicos para os seres humanos, causando irritação rápida na pele ou na mucosa intestinal e levando à diarreia. Os efeitos crônicos relatados em animais incluem a supressão do sistema imunológico. O ZEN demonstrou ter efeitos hormonais estrogênicos e pode causar infertilidade em níveis elevados de ingestão, particularmente em porcos.

Como minimizar o risco de exposição às micotoxinas

É importante observar que os fungos que produzem micotoxinas podem crescer em uma variedade de culturas e alimentos diferentes, penetrando profundamente os alimentos e não apenas a casca.

Os fungos não crescem em alimentos devidamente secos e armazenados, portanto, a secagem eficiente e armazenamento adequado são medidas eficazes contra a produção de micotoxinas.

Além disso, para evitar a exposição à micotoxinas, procure inspecionar grãos inteiros (especialmente milho, sorgo, trigo, arroz), figos secos e oleaginosas, como amendoim, pistache, amêndoa, nozes, coco, castanha-do-pará e avelãs, que normalmente são contaminados com aflatoxinas. Descarte qualquer um que parecer mofado, descolorido ou enrugado.

Também é preciso evitar danos aos grãos antes e durante a secagem e no armazenamento, pois os danificados são mais propensos à contaminação por fungos. Outra medidas eficazes incluem:



Fonte: Equipe Ecycle - NCBI - CDC e OMS



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