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Microeletrônica de seda rumo à escala industrial na Coreia do Sul

Compartilhe:     |  30 de março de 2019

Quando foram demonstrados os primeiros transistores feitos de seda, eles foram apontados como candidatos naturais para viabilizar os computadores de vestir.

A promessa ainda não se realizou, mas Geon Kook, do Instituto de Ciências e Tecnologias Avançadas (KAIST) da Coreia do Sul, fez agora uma demonstração importante para viabilizar esse conceito.

Kook desenvolveu um processo que evita que os delicados componentes eletrônicos feitos de fibroína – a proteína da seda – sejam danificados pelas soluções e solventes tradicionalmente usados pela indústria microeletrônica.

Batizado do Amos (sigla em inglês para máscara dura de alumínio sobre fibroína de seda), o processo permite gravar múltiplas camadas compostas de fibroína e materiais inorgânicos – como metais e dielétricos – com alinhamento de alta precisão.

O processo permite gravar padrões de fibroína de seda sobre circuitos existentes, ou fazer padrões de fibroína em filmes finos, juntamente com outros materiais, usando fotolitografia, que é a tecnologia padrão de microfabricação atual.

Microeletrônica de seda rumo à escala industrial

Nos ensaios de biocompatibilidade, a equipe cultivou neurônios em suas padronagens de seda. [Imagem: Geon Kook et al. – 10.1021/acsami.8b13170]

Biocompatibilidade

Os protótipos desenvolvidos pela equipe se mostraram biocompatíveis, biodegradáveis, transparentes e flexíveis, o que os torna excelentes candidatos para dispositivos biomédicos implantáveis.

Para demonstrar a possibilidade de uso dos circuitos de seda em aplicações biomédicas, Kook cultivou neurônios nos micropadrões de fibroína e confirmou uma “excelente biocompatibilidade antes e após o processo de fabricação”, mostrando que a tecnologia é promissora para a fabricação de dispositivos biológicos implantáveis.

“Essa tecnologia facilita o processamento de materiais sensíveis em escala de wafer. Esperamos que ela seja aplicada a uma ampla gama de dispositivos biomédicos no futuro. O uso da fibroína de seda com eletrodos cerebrais micromodelados pode abrir muitas novas possibilidades em pesquisa em circuitos cerebrais através da deposição de drogas que restringem ou promovem atividades de células cerebrais,” disse o professor Hyunjoo Lee.



Fonte: Inovação Tecnológica



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