Notícias

Microgreens contêm mais proteínas, vitaminas e minerais do que as sementes não germinadas

Compartilhe:     |  15 de junho de 2020

Germinar microgreens é uma prática que pode ser muito benéfica para a saúde. Quando germinados, as sementes e os grãos aumentam sua quantidade de proteínas, vitaminas e minerais; além de diminuírem a quantidade de antinutrientes e melhorar sua digestibilidade. Confira:

Como funciona

Para cultivar microgreens, de modo geral, primeiro é preciso deixar as sementes de molho por até 24 horas. Depois dessa etapa, é necessário drenar todo a água do molho e borrifar com água nova durante alguns dias.

Os grãos e as leguminosas como o girassol, trigo-sarraceno, o feijão, o grão-de-bico e a lentilha podem ser cozidos e adicionados aos pratos ou moídos e acrescentados na farinha utilizada para diversos fins, como a panificação. O processo de germinação aumenta a concentração de vários nutrientes e diminui a quantidade de antinutrientes.

Aumenta a quantidade de nutrientes e a digestibilidade dos grãos

O grãos integrais e as leguminosas são ricos em fibras, vitaminas do complexo B e minerais importantes, incluindo ferro, zinco e magnésio. Eles também contêm uma boa quantidade de proteína, que é essencial para o crescimento, desenvolvimento, função imunológica e saúde geral .

Mas, de acordo com um estudo publicado pela plataforma PubMed, a germinação pode aumentar ainda mais a quantidade de aminoácidos (proteínas) e a biodisponibilidade de vitaminas e minerais. Um outro estudo mostrou que, em comparação às sementes de feijão não brotadas, os brotos de feijão-fradinho possuem de quatro a 38 vezes mais vitamina C, nove a 12% mais proteína e uma digestibilidade 20% maior.

Outro estudo mostrou que brotar sementes de trigo-sarraceno aumenta significativamente os níveis de antioxidantes, proteínas, flavonoides e nutrientes; e diminui os antinutrientes.

Além disso, germinar microgreens pode reduzir a quantidade de glúten dos grãos, o que pode torná-los mais fáceis de digerir, especialmente para as pessoas sensíveis ao glúten, de acordo com estudo.

Diminui a quantidade de antinutrientes

O ácido fítico, as lectinas e os inibidores de protease são compostos encontrados nos grãos e legumes que reduzem a capacidade de absorção de nutrientes, e por isso são chamados de “antinutrientes”. Germinar microgreens desses grãos, por outro lado, pode reduzir o teor do antinutriente ácido fítico em até 81%.

Outro estudo descobriu que germinar microgreens diminuiu os níveis de lectina em 85% e os inibidores de protease em 76%. Esse processo pode aumentar a absorção de proteínas e minerais importantes, como ferro, zinco, cálcio, magnésio e manganês (confira aqui estudo a respeito.

Aumenta a saciedade e ajuda a perder peso

Se você está acima do peso, começar a germinar brotos em casa para o consumo próprio pode ser uma forma de começar a colocar a saúde em dia. Os microgreens são ricos em fibras, que aumentam a saciedade e auxiliam a perda de peso.

Eles também contêm uma boa quantidade de proteínas, que reduzem o apetite e a ingestão de calorias (confira aqui estudo a respeito: 7). Além disso, um estudo realizado com 1.475 pessoas mostrou que aquelas que consumiram feijão regularmente apresentaram peso corporal e circunferência da cintura menores do que aquelas que não tinham esse hábito. Os consumidores de feijão ainda apresentaram um risco 23% menor de aumento do tamanho da cintura e 22% menor de obesidade.

Melhora os níveis de açúcar no sangue

As fibras presentes nomicrogreens também ajudam a controlar o açúcar no sangue, retardando a absorção de glicose na corrente sanguínea, o que evita picos e quedas nos níveis de açúcar no sangue (confira aqui estudo a respeito: 8).

De acordo com um estudo realizado em 11 pessoas, o consumo de arroz germinado durante seis semanas reduziu significativamente os níveis de açúcar no sangue, em comparação com o arroz branco. Outros estudos também encontraram uma conexão entre o consumo de leguminosas germinadas e grãos integrais e melhor controle do açúcar no sangue.

Cultivar microgreens faz bem

Os microgreens podem ser cozidos e usados ​​em sopas, ensopados, molhos e risotos. Crus, eles combinam perfeitamente com saladas e lanches. O cultivo caseiro de microgreens também é uma forma de garantir um alimento orgânico sempre à mão, economizar idas ao mercado e evitar embalagens descartáveis.

A história do microgreens

Nos anos 90, o chefe de cozinha Charlie Trotter buscava plantas que poderiam trazer algo novo em termos de paladar e estética para seus clientes. Em sua jornada, ele encontrou um agricultor chamado Lee Jones, que criava vegetais de maneira inusitada – antes mesmo de chegarem ao ponto final do crescimento, ele os coletava. Foi então que Trotter encontrou a inovação que tanto buscava e, com o decorrer do tempo, a novidade foi se espalhando a ponto de os microgreens serem comuns em restaurantes renomados da Califórnia e fazerem sucesso no mundo inteiro.

Mas o que eles são afinal?

Um microgreen não é nada mais que um broto vegetal comestível – ele pode ser uma hortaliça, erva aromática, legume, etc. O seu nome “micro” é devido ao tamanho, que varia entre 5 a 10 centímetros (da folha até a raiz). Os microgreens são surpreendentes em termos de sabor e são utilizados, em termos estéticos para intrigar clientes, sem contar que fazem bem à saúde.

Os pequenos vegetais não devem ser comparados a brotos, pois estes são a primeira fase de vida de uma planta – os brotos não precisam ser germinados no solo, necessitam de muita umidade e pouca luz. Já os microgreens são considerados a segunda fase do desenvolvimento de uma planta e precisam de solo ou um substrato livre de solo, além da presença da luz solar para se desenvolverem. Em relação aos brotos, seu crescimento é um pouco maior – vai até os cotilédones (considerados como folhas embrionárias porque estão presentes nas sementes antes da germinação).

Benefícios

Journal of Agriculture and Food Chemistry publicou um estudo que compara o nível de nutrientes dos pequenos vegetais em relação aos mesmos vegetais adultos. Pesquisadores da University of Maryland College of Agriculture and Natural Resources (AGNR) e da United States Department of Agriculture (USDA) encontraram vitaminas CEKos carotenoides beta-caroteno e luteína em 25 microgreens de coentro, aipo, repolho roxo, manjericão e rúcula.

Além de todas as características positivas já apresentadas, outra grande vantagem é a possibilidade de criar e cultivar microgreens em sua residência, mesmo que você more em apartamento. Dessa forma, você não gasta dinheiro e evita consumir vegetais com agrotóxicos.



Fonte: Equipe eCycle



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Medicamentos e remédios caseiros: o que fazer e o que não fazer?

Leia Mais