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Ministério da Saúde confirma caso de febre amarela silvestre

Compartilhe:     |  15 de fevereiro de 2015

O Ministério da Saúde confirmou na noite da última quinta-feira (12), um caso de febre amarela silvestre no Brasil. O paciente, um estrangeiro, contraiu a doença em Alto Paraíso (Goiás). Ele visitou a região dia 17 de janeiro, mas passou a manifestar sintomas somente ao chegar no Rio. O estrangeiro foi diagnosticado em uma Unidade de Pronto Atendimento e encaminhado para a Fundação Oswaldo Cruz, onde recebeu tratamento e teve alta.

O ministério considera o caso isolado. O paciente que contraiu a doença não havia sido vacinado. Os últimos casos de febre amarela silvestre confirmados no país foram em 2013. Também naquela época, os pacientes não haviam sido vacinados.

Embora classifique o caso como isolado, o Ministério da Saúde informou que a vigilância foi reforçada na região de provável contaminação do paciente estrangeiro. Também foi ampliado o esforço para imunizar pessoas da região que eventualmente não tenham o completo esquema vacinal contra febre amarela.

A doença — A febre amarela silvestre é transmitida através da picada de mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem em matas e vegetações à beira dos rios. Quando o mosquito pica um macaco doente, torna-se capaz de transmitir o vírus a outros macacos e ao homem. A forma urbana da doença é transmitida pela picada do Aedes aegypti, o mosquido da dengue, mas ela é considerada erradicada no Brasil.

Algumas áreas do país, como a Região Amazônica e o Centro-Oeste, são consideradas endêmicas. A recomendação do ministério é que habitantes dessas regiões sejam vacinados. O mesmo vale para visitantes de áreas de risco. Eles devem tomar a vacina pelo menos 10 dias antes da viagem. O imunizante tem validade de dez anos.

Em 2014 as recomendações da vacina para febre amarela foram atualizadas. No novo protocolo, crianças que completaram o esquema vacinal na infância não precisam fazer reforço a cada 10 anos. Aqueles que tomaram a primeira dose na adolescência ou fase adulta, precisam repetir a vacina apenas uma vez. Com duas doses, com intervalos de dez anos, a pessoa é considerada imunizada para toda a vida.

(Com Estadão Conteúdo)



Fonte: Revista Veja



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