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Ministra do Meio Ambiente diz esperar queda no desmatamento na Amazônia

Compartilhe:     |  20 de novembro de 2014

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou nesta quarta-feira (19), durante reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em Brasília, que espera que o desmatamento da Amazônia Legal em 2014 seja menor do que o registrado em 2013. Os dados oficiais sobre área desmatada devem ser divulgados até o final do mês, afirmou.

Em 2012, 4.571 km² da Amazônia Legal foram desmatados. Em 2013, o desmatamento aumentou – foram 5.891 km², um acréscimo de 28,8% em relação ao ano anterior. A ministra afirmou que “torce” para que a taxa de 2014 seja menor do que a do ano passado.

“Nós estamos trabalhando com a expectativa de queda, é isso que o Ibama me informa […] Teve um aumento ano passado, o mesmo aumento teve de 2007 para 2008 e depois caiu. O Ibama está trabalhando com fiscalização e com a Força Nacional de Segurança cumprindo e aprimorando os instrumentos de fiscalização. Não é suficiente, nós sabemos, nós precisamos acabar com a madeira ilegal”, afirmou Izabella.

A ministra negou que o governo tenha retardado a divulgação dos dados antes das eleições em razão de os números mostrarem aumento no desmatamento, segundo reportagem publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo” em setembro.

De acordo com o jornal, o sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), identificou uma área desmatada de 1.626 km² de florestas na Amazônia Legal nos meses de agosto e setembro, um crescimento de 122% sobre os mesmos dois meses de 2013.

O Deter detecta desmatamento em tempo real e emite alertas ao governo. O último balanço foi divulgado em setembro, em relação aos meses de junho – que registrou área desmatada de 535,31 km² – e julho – quando a floresta perdeu 728,56 km² de vegetação.

A ministra disse que o balanço oficial do governo é baseado nos dados do Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes), divulgado no fim de cada ano pelos ministérios do Meio Ambiente e de Ciência e Tecnologia.

Não oficial
O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, um levantamento não oficial feito pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, de Belém, apontou nesta semana nova alta na devastação da floresta amazônica em relação ao ano passado.

O SAD detectou 244 km² de área desmatada na Amazônia Legal em outubro de 2014. Isso representou um aumento de 467% em relação a outubro de 2013, quando o desmatamento somou 43 km².

Indígenas observam área desmatada na Amazônia para implantação de garimpo ilegal (Foto: Lunae Parracho/Reuters)
Indígenas observam área desmatada na Amazônia para implantação de garimpo ilegal (Foto: Lunae Parracho/Reuters)

A ministra Izabella Teixeira destacou que a última previsão do Imazon, em 2013, apresentou uma taxa de erro de 228% em relação aos dados do Inpe. Segundo ela, “o governo não tem nenhuma restrição de publicação”, mas “são métodos distintos, com tecnologias distintas”, e, por isso, os números divulgados são diferentes.

Balanço
A ministra Izabella Teixeira entrou no Ministério do Meio Ambiente como interina, em 2010, no final do segundo mandato do presidente Lula, e permaneceu durante o primeiro mandato inteiro da presidente Dilma Rousseff (2011-2014).

Nesta quarta (19), a ministra fez um balanço sobre a gestão dela na pasta, na sede do Ibama, em Brasília. Izabella Teixeira afirmou que se sente com “a alma lavada e enxaguada” e disse estar “com orgulho” da gestão no ministério.

“Eu acho que entregamos um ministério, nessa primeira gestão, de uma maneira muito distinta do que nós encontramos e, realmente, em um patamar, no meu entendimento, ainda mínimo daquilo que é demandado pela sociedade […] Os últimos anos foram de agregar valor e não de perda, como muitas pessoas insistem”, concluiu.

Em relação ao balanço de áreas protegidas, Izabella destacou que foram contratados 111 planos de manejo (documento técnico para unidades de conservação) nos últimos quatro anos. Disse também que foram investidos R$ 170 milhões em 16 parques nacionais, para uso público.

Quanto à fauna no Brasil, a ministra afirmou que pela primeira foi possível reproduzir em cativeiro a arara azul, segundo ela, espécie “símbolo do país”. “Para quem se dedica a essa dinâmica talvez seja o melhor ganho do ano, é uma notícia tão importante quanto descobrir uma nova espécie”, disse.



Fonte: G1



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