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Mistura de álcool e energético aumenta risco de morte por afetar batimentos cardíacos

Compartilhe:     |  4 de março de 2019

“Você pensa que cachaça é água? Cachaça não é água não”, já alertava a famosa marchinha desde os carnavais dos anos 1950. As bebidas alcoólicas são mais que comuns nesta época de folia. Mas seu consumo em excesso pode gerar problemas de saúde que vão além da Quarta-feira de Cinzas.

Um costume perigoso é a mistura de álcool com energético, que pode fazer com que o coração bata de forma acelerada e fora de ritmo.

— O álcool misturado com energético potencializa as chances de arritmias, já que as duas substâncias afetam o miocárdio, o músculo cardíaco. O aumento da frequência cardíaca causada pelo excesso de álcool pode levar o paciente à morte súbita — alerta Élcio Pires Júnior, cirurgião cardíaco.

O exagero na bebida aumenta riscos de doenças cardiovasculares até para quem não tem histórico familiar:

— O consumo de álcool, mesmo em doses consideradas de nível leve a moderado (sete doses por semana ou mais), aumenta a incidência de fibrilação atrial — afirma Claudio Tinoco Mesquita, diretor científico da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj).

Outro órgão que sofre com o exagero no álcool é o fígado, responsável por metabolizar a substância. Nele só é possível processar uma lata de 360ml de cerveja a cada duas horas, em média. Quando essa quantidade é ultrapassada, o álcool permanece no sangue e causa efeitos da embriaguez.

— A curto prazo, as doses excessivas de álcool podem sobrecarregar o órgão, causando uma intoxicação que pode resultar em coma alcoólico. Com o passar do tempo, o consumo pode provocar um quadro de cirrose hepática, que pode progredir para um câncer — explica Cassia Leal, hepatologista do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.

Diabéticos devem tomar mais cuidado

Quem tem diabetes e gosta de curtir o carnaval deve ter cuidado redobrado. É que bebidas alcoólicas são compostas de carboidratos vazios, sem nutrientes, e têm alto teor calórico, o que é um perigo para os diabéticos. O médico endocrinologista Fernando Valente, coordenador de comunicação da Sociedade Brasileira de Diabetes, explica que antes do consumo de bebidas alcoólicas é necessário checar as taxas de glicose no sangue.

— A ingestão de bebidas alcoólicas é permitida somente se os níveis de glicemia estiverem normais. Isso é fundamental, uma vez que os sintomas de hipoglicemia e de intoxicação por álcool são muito similares.

Tontura, confusão mental, ansiedade, nervosismo, palpitação ou ritmo cardíaco acelerado, boca seca, formigamento nos lábios, fome excessiva e até desmaio ou coma são sinais em comum entre os dois problemas. Para evitar, o consumo de álcool deve ocorrer juntamente ou após a ingestão de alimentos e eventual ajuste nas doses de insulina.

Para minimizar os efeitos

Antes de beber

– Nunca ingira bebidas alcoólicas de estômago vazio. Isto faz com que você fique bêbado mais rápido e aumenta as chances de um coma alcoólico

– Bebidas alcoólicas refrescantes a como cerveja criam a ilusão de que matam a sede. Mas na verdade, o álcool acelera o processo de desidratação. Por isso, é alternar o consumo das bebidas com água

– Não misture bebidas de diferentes teores alcoólicos, pois isto pode deixar você bêbado muito rápido

Depois de beber

– Não dirija. Além de ser proibido por lei, você corre mais chance de sofrer um acidente porque seus reflexos estarão alterados

– Coma alimentos ricos em potássio como a banana. A falta deste nutriente, que é eliminado com facilidade pela urina, causa cansaço e fraqueza

– Os ovos são outro tipo de alimento que ajudam a recuperar o corpo da ressaca

– Dormir ajuda o corpo a se recuperar da ressaca mais rápido. Para eliminar todo o álcool é preciso energia, que só é adquira depois de um cochilo

– Um banho também ajuda a curar uma ressaca, se você quiser dormir, é recomendado um banho morno. Mas se você precisar ficar acordado, é melhor tomar um banho gelado



Fonte: Extra



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