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Modelo de design alemão cria casas sustentáveis e à prova de germes

Compartilhe:     |  16 de junho de 2020

Em 1991, o físico Wolfgang Feist construiu a primeira casa passiva do mundo na cidade de Darmstadt, ao sul da região metropolitana de Frankfurt, na Alemanha. A moradia para qual Feist e sua família se mudaram marcou o início de uma transformação na área do design e da construção civil, abrindo caminho para obras mais sustentáveis e econômicas.

As chamadas casas passivas (ou passivhaus, em alemão) seguem um padrão de normas rigorosas que buscam maximizar a eficiência energética de edifícios. Em comparação com construções comuns, as edificações passivas podem chegar a consumir até 87% menos energia e, ainda assim, manter um excelente nível de aquecimeno ou refrigeração no ambiente interno, sem deixar o conforto e a economia de lado. Tudo isso reduzindo também a pegada ecológica deixada pela construção. O bolso e o meio ambiente agradecem.

Ao longo de décadas de aprimoramento, o modelo de obra passiva apresentou uma série de soluções arquitetônicas e, em meio à pandemia, algumas delas também podem ser aplicadas em benefício da saúde de quem vive ou trabalha nessas construções.

Em coletiva de imprensa virtual realizada no último dia 19 de maio, Feist ressaltou que ter um sistema de ventilação com recuperação de calor é a melhor saída para construções em tempos de Covid-19. Isso porque esse tipo de sistema traz ar fresco e limpo para dentro de casa, evitando a recirculação de ar que preocupa especialistas em saúde por aumentar o risco de contaminação pelo novo coronavírus.

 

A ventilação adequada também foi uma das principais preocupações do projeto do primeiro hospital do mundo a ser construído sob as normas da Passivhaus. Localizado em Frankfurt, o Klinikum Frankfurt Hoechst conta com um sistema de ventilação que assegura que ar fresco e preaquecido circule constantemente nos cômodos, segundo comunicado à imprensa.

Ao longo de quase três décadas, mais de 25 mil obras foram construídas de acordo com o modelo Passivhaus, de casas e escritórios a escolas e supermercados. A maioria das edificações se encontram na Alemanha e na Escandinávia, mas têm crescido em países como Estados Unidos e China. O gigante asiático, em especial, tem apostado na construção de distritos inteiramente baseados no conceito de design sustentável alemão. Na América Latina, o Chille se tornou a primeira nação a se filiar ao Instituto Passive House, mas outros projetos pontuais já foram firmados na região, inclusive no Brasil.



Fonte: Revista Galileu



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