Geografia Ambiental

Monte Everest: curiosidades sobre o ponto mais alto do mundo

Compartilhe:     |  4 de abril de 2021

Conheça algumas curiosidades sobre o Monte Everest, um dos pontos turísticos mais populares do mundo

Monte Everest
Imagem de Ben Lowe no Unsplash

Desde que os seres humanos chegaram ao cume do Monte Everest pela primeira vez, em 29 de maio de 1953, ficou muito mais fácil escalar a segunda montanha mais alta do mundo. Melhores tecnologias, mais conhecimento e infraestrutura adequada permitem que centenas de turistas se entreguem a essa aventura todos os anos, com o auxílio de expedições preparadas para guiar as pessoas corajosas que se dispõem a aceitar os riscos.

Monte Everest é o ponto mais alto do mundo em relação ao nível do mar. Sua altura foi determinada pela primeira vez em 1856, quando topógrafos da Índia Britânica estabeleceram que a montanha ficava a 8.840 metros de altitude, ou 29.002 pés. Esses topógrafos, no entanto, estavam em desvantagem, porque, receoso de que o país fosse invadido ou anexado, o Nepal não permitiu sua entrada.

A altitude aceita, de 8.848 metros (ou 29.029 pés), foi determinada por uma pesquisa indiana em 1955 e apoiada por uma medição chinesa de 1975. Essa medição estabeleceu o Monte Everest como o ponto mais alto do mundo – embora, quando considerada a distância do cume em relação ao centro da Terra, ele perca em altura para o Monte Chimborazo, no Equador, que ocupa o primeiro lugar entre as montanhas mais altas do mundo.

Monte Everest foi assim batizado em homenagem a Sir George Everest, topógrafo geral da Índia. Até então, a montanha era conhecida como Pico XV. No Nepal, é chamado de Sgarmatha (que significa “deusa do céu”); já no Tibete recebe o nome de Chomolungman (que significa “mãe do universo”).

Escalando o Monte Everest

Um dos principais pontos turísticos do mundo, o Monte Everest estende-se pela fronteira entre o Nepal e o Tibete, no topo da cadeia de montanhas do Himalaia. Embora chegar ao topo do mundo seja uma tarefa árdua e potencialmente mortal, em virtude da altitude extrema, avalanches, quedas de gelo e outros perigos, a montanha fica bem perto do Equador, a uma latitude de aproximadamente 28 graus.

Os cientistas da Terra estimam que o Everest tenha de 50 a 60 milhões de anos, um jovem para os padrões geológicos. A montanha foi formada pela força ascendente gerada quando as placas tectônicas da Índia e da Eurásia colidiram, empurrando para cima as rochas que formavam a montanha mais alta da Terra. Essa força ainda está em ação hoje, empurrando o cume do Everest cerca de um quarto de polegada a cada ano.

A ciência determina que o corpo humano não é capaz de permanecer indefinidamente acima de 19 mil pés. O cume do Everest, com pouco mais de 29 mil pés, tem aproximadamente um terço da pressão do ar que existe no nível do mar, o que reduz significativamente a capacidade de um alpinista respirar oxigênio suficiente para se manter vivo.

Por isso, à medida que os escaladores sobem a montanha e sua ingestão de oxigênio é reduzida, aumenta o risco de desenvolverem uma série de doenças, incluindo edema pulmonar, edema cerebral e embolias sanguíneas. As chances de congelamento também aumentam drasticamente em altitudes nas quais o coração trabalha mais para bombear o sangue pelo corpo, fornecendo oxigênio.

A maioria dos escaladores do Everest usa tanques de oxigênio para reduzir os efeitos da altitude extrema. No entanto, o oxigênio engarrafado tem suas desvantagens e riscos. Para começar, é caro, pesado para transportar e os cilindros vazios são frequentemente abandonados como lixo. Além disso, unidades de oxigênio são notoriamente não confiáveis.

Monte Everest tem duas rotas principais de escalada, a cordilheira sudeste do Nepal e a cordilheira norte do Tibete. A rota sudeste, que é tecnicamente mais fácil, é usada com mais frequência. Embora montanhistas experientes digam que a dificuldade geral das duas rotas é comparável, os desafios são diferentes.

Na rota sudeste, os montanhistas devem correr pela perigosa cascata de gelo Khumbu, mas o caminho é um pouco mais curto e mais fácil de descer rapidamente em caso de emergência. Na rota norte, é possível dirigir jipes até o acampamento base, mas os montanhistas devem atravessar vários quilômetros de terreno, acima de 27 mil pés, para chegar ao cume.

A popularidade do Monte Everest disparou na década de 1990, quando guias internacionais começaram a ser pioneiros em viagens comerciais montanha acima. Apesar dos riscos, o Everest atrai centenas de montanhistas de todo o mundo para suas encostas todos os anos. A indústria é construída com base em um pequeno grupo de guias profissionais nepaleses que trabalham juntos a cada primavera para preparar a rota com escadas e cordas fixas, abastecer cada acampamento com itens essenciais como tendas, fogões, oxigênio engarrafado e comida e, então, orientar pacientemente seus convidados estrangeiros até o cume.

Vários grupos étnicos dependem do trabalho relacionado à montanha. Para uma expedição típica de três a quatro meses ao Everest, a maioria desses trabalhadores ganha entre 2.500 e 5.000 dólares. Nos últimos anos, graças a oportunidades educacionais como o Khumbu Climbing Centre, os guias nepaleses começaram a receber treinamento e certificados de acordo com os padrões internacionais.

Vale lembrar que a alta procura de turistas por aventuras no Monte Everest provoca uma série de problemas ambientais ao local, graças a toneladas de resíduos sólidos e dejetos humanos despejados na região todos os anos. Só em 2018, cerca de 25 mil pessoas escalaram a montanha – e o número de visitantes aumenta a cada ano. Em 2017, alpinistas retiraram cerca de 25 toneladas de resíduos sólidos da montanha.

Em 2019, uma expedição de limpeza organizada pelo Nepal recolheu por volta de onze toneladas de lixo e quatro corpos no monte. Resíduos sólidos abandonados a céu aberto são responsáveis pela disseminação de doenças e pela poluição do ar, além de agravarem a emissão de gases do efeito-estufa, que contribuem para piorar os efeitos das mudanças climáticas.

Monte Everest na história



Fonte: Equipe Ecycle - National Geographic e Live Science



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Frio: veterinários indicam cuidados com pets

Leia Mais