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Moradores do Alto Tietê dão exemplo de reciclagem para mudar cenários e aumentar renda

Compartilhe:     |  23 de maio de 2021

Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Reciclagem, moradores do Alto Tietê dão exemplo de como a reciclagem pode alterar cenários e também contribuir para conseguir uma renda, além de contribuir para a preservação do meio ambiente.

Quem olha o campo todo limpo na avenida Jayr Lemes, em Biritiba Mirim, com vasos feitos de pneus reaproveitados e decorados não imagina o local já foi ponto de descarte de lixo.

A dona de casa Alexandra Morais Russo de Almeida conta que as pessoas jogavam muito lixo no local, além de animais. “Ficava bicho morto na porta de casa. Era muita coisa, era tudo cheio de mato, lixo. Quando mais tinha, mais as pessoas jogavam”, conta.

Já faz alguns anos que o visual é outro. Foram o marido e o cunhado da Alexandra os responsáveis pela mudança.

O açougueiro Silvio Aparecido de Almeida diz que o trabalho foi feito em parceria com Fábio Aparecido de Almeida. “Sem muitas ajudas, pegamos o limpamos o espaço, pois o lixo estava incomodando a frente das nossas casas, porque estava muito sujo mesmo”, destaca Silvio.

“Surgiu a ideia de a gente colocar um campo de futebol e junto uma pracinha, com árvores que a gente plantou, com mudas de populares, com árvores frutíferas e nativas. Com isso, a gente tem um lugar bacana para passar o final de semana, dar uma descansada, tem sombra”, conta Fábio.

Hoje até planta frutífera tem no local. Passeando por Biritiba Mirim, deu para perceber que outras pessoas aderiram à ideia e passaram a revitalizar algumas praças da cidade. Quem mora no município aprova a mudança.

A dona de casa Rose Aparecida disse que ficou muito bonita a decoração do local. “Biritiba Mirim é uma cidade turística, né. Eles têm que arrumar e deixar bem visível para as pessoas que passam por ela. Eu apoio”, avalia.

Além de preservar a natureza, reaproveitar materiais também pode ajudar a ganhar dinheiro. Foi o que aconteceu com a artesã Márcia Cristina Cerqueira Prado, que viu na reciclagem um meio de transformar o que iria para o lixo e aumentar a renda da família.

“A caixinha de leite é para eu ganhar dinheiro. O filtro também, então ninguém joga fora. Eu já lavo, já higienizo e coloco para secar, o filtro de café tiro o pó e coloco para secar. Já aproveito o café também. A minha família ajuda bastante a ajudar caixas, quando eu preciso. Eu sempre tenho um dinheirinho, me ajudou bastante igual nesta época de pandemia que ajudou mais ainda”, conta.

Assim todos saem ganhando. A Márcia que recebe o dinheiro pelo artesanato e o cliente que adquire o produto, além, é claro, o meio ambiente.

“Para mim é gratificante, porque é uma coisa que iria para o lixo, porque ninguém dava valor. Quando eu mostro a peça com o que dá para fazer, ganhar dinheiro e ajudar a natureza eu me sinto realizado e gasto pouco”, ressalta.

Impacto ambiental

A ambientalista Leandra Antunes explica que a reciclagem ajuda na preservação de produtos naturais que são retirados da natureza e que são necessários para produzir novos meios de consumo.

“Além de todo esse volume destinando a local impróprio algumas vezes, vai gerando um problema, porque quando a gente vai destinando o resíduo vai aumentar a poluição de sono, do ar, da água, pode trazer insetos e prejudicar a saúde das pessoas”, pontua.

Leandra fala também da importância de ter uma data para celebrar a reciclagem garante relembrar como a prática ajuda o meio ambiente, o consumo consciente, reutilização dos materiais.

“Vamos pensar em repensar os hábitos de consumo, reduzir os desperdícios, reutilizar os produtos e, claro, reciclar transformando esses resíduos em algo novo. Podemos citar diversas áreas da atividade da economia, como reaproveitando retalhos de tecidos da indústria têxtil, colchas, almofadas e peças de decoração”, exemplifica.

 



Fonte: G1



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