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Mosquitos são modificados em estudo para cessar transmissão de dengue

Compartilhe:     |  20 de janeiro de 2020

Preocupados com a transmissão da dengue ao redor do mundo, uma equipe de biólogos da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA) se uniu a colegas do Centro Médico da Universidade de Vanderbilt (EUA) para encontrar uma forma de impedir o alastramento da doença. O experimento bem-sucedido foi publicado nesta semana na revista científica PLOS Pathogen.

Na pesquisa, os cientistas identificaram um anticorpo humano que suprime a dengue, e o recriaram sinteticamente em mosquitos fêmeas da espécie Aedes aegypti, que espalham o vírus da doença. Dessa forma, quando os insetos modificados ingerem sangue, o anticorpo é ativado neles e se manifesta, impedindo a replicação do vírus e prevenindo a sua disseminação.

Essa é a primeira vez que cientistas desenvolvem uma forma de combater os quatro tipos conhecidos de dengue a partir do próprio Aedes aegypti – e sem precisar exterminá-lo. De acordo com Omar Akbari, professor da divisão de Ciências Biológicas da Universidade da Califórnia em San Diego e membro do Instituto Tata de Genética e Sociedade e coautor da pesquisa, os insetos modificados podem ser usados em um sistema de disseminação que espalhe o anticorpo pela natureza, afetando outros mosquitos transmissores de dengue. O time do laboratório do pesquisador também pretende encontrar formas de combater a Zika, chikungunya e a febre amarela, que também são contraídas pela picada de mosquitos.

Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que há 390 milhões casos de contração de dengue por ano, e alerta que metade da população mundial está em risco. No Brasil, o número de casos da doença cresceu 264% entre 2018 e 2019, segundo dados do Ministério da Saúde.



Fonte: Revista Galileu



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