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Mudança climática dizimou população de diabo-da-tasmânia há 30 mil anos

Compartilhe:     |  5 de novembro de 2014

As mudanças climáticas dizimaram há 30 mil anos a população de diabos-da-tasmânia, um animal australiano que atualmente está à beira da extinção, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (5).

Um de seus autores, o biólogo da Universidade de Adelaide, Jeremy Austin, afirmou que no passado esses animais sofreram duas quedas em sua população e que elas coincidiram com momentos de mudanças climáticas.

A pesquisa, publicada na revista “Biology Letters”, analisou com métodos estatísticos os dados genéticos de 300 exemplares modernos e antigos de diabos-da-tasmânia para avaliar as variações no tamanho da população.

Os resultados mostraram uma crise há mais de 20 mil anos, durante a última era de gelo, e outra há entre 3 mil e 4 mil anos, quando o índice do fenômeno de oscilação Sul/El Niño aumentou, os terrenos deixaram de ser mais áridos e havia menos alimentos.

“Estes dados concluem que os diabos-da-tasmânia viveram com uma diversidade genética por um longo período de tempo e que suas povoações atravessaram oscilações grandes há 20 mil e 30 mil anos”, disse Austin à rede “ABC”.

O biólogo comentou que a perda de diversidade genética destes animais ocorreu antes da colonização britânica no século 19.

“Analisando todos os prognósticos climáticos futuros, que apontam que a Austrália terá um clima mais árido, concluo que os demônios sofrerão com essa nova alteração no clima”, alertou Anna Bruniche-Olsen, da Universidade da Tasmânia e que também participou do estudo.

Antigamente, o diabo-da-tasmânia povoou o território continental da Austrália, mas agora seu habitat se reduziu à ilha de Tasmânia, onde os animais sofrem com tumores faciais e uma baixa diversidade genética. Esse carnívoro está incluído na lista nacional da Austrália de animais em perigo de extinção e também na lista vermelha das Nações Unidas sobre o mesmo tema, que considera que em um prazo de 25 a 35 anos a espécie pode desaparecer se antes não for encontrada uma cura para o câncer que está acabando com os animais.

 



Fonte: Uol



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