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Mudança climática pode cortar produção de vinho pela metade até 2100

Compartilhe:     |  1 de fevereiro de 2020

Um novo estudo, que congregou esforços de pesquisadores de países como Estados UnidosFrança e Nova Zelândia, investigou o quanto a mudança climática pode ameaçar a produção mundial de vinho. Publicada no final do ano passado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences, a pesquisa indicou que mais da metade das áreas onde atualmente se cultivam as uvas usadas na produção da bebida alcoólica será inapropriada para esse tipo de plantio dentro de 80 anos.

De acordo com o artigo, 56% das regiões utilizadas para produzir vinho serão inutilizáveis até 2100, caso se cumpram as previsões de que a Terra fique 6,5 graus Celsius mais quente nesse período. No entanto, nem tudo está perdido: o estudo constatou que as perdas podem ser cortadas pela metade se os agricultores diversificarem suas colheitas e plantarem diferentes espécies de uva em porções distintas de suas terras.

Para isso, contudo, os agricultores precisariam aprender novas técnicas. Ao mesmo tempo, os consumidores precisariam estar dispostos a aceitar novos tipos de vinho, uma vez que as uvas seriam outras.

Ainda segundo a pesquisa, já existem conversas na Europa sobre criar novas legislações que facilitarão essa mudança de uvas a serem cultivadas. Os motivos para essa movimentação são, é claro, econômicos.

A França, maior exportadora de vinho do mundo, gerou mais de 11 bilhões de dólares (o equivalente a mais de 45 bilhões de reais) em 2018 só com a venda do produto. Vale lembrar que o vinho é o tipo de bebida alcoólica com maior número de consumidores pelo mundo, embora fique atrás da cerveja em termos de volume ingerido anualmente pelo planeta.



Fonte: Veja - Sabrina Brito



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