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Mudança de horário pode prejudicar o sono e provocar alterações hormonais

Compartilhe:     |  19 de outubro de 2014

O horário de verão começa à zero hora deste domingo, 19 de outubro. A partir deste horário, pessoas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão adiantar os relógios em uma hora. A mudança tem como objetivo aumentar o período de uso da luz solar e economizar energia elétrica. O Ministério de Minas e Energia prevê que o país economizará 278 milhões de reais até 22 de fevereiro de 2015, dia em que termina o horário de verão.

A mudança, no entanto, pode interferir negativamente na rotina das pessoas, uma vez que prejudica a qualidade do sono, modifica o metabolismo e afeta a produção de determinados hormônios.

De acordo com o clínico geral Waldyr Lázaro Bueno Filho, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o horário de verão diminui a produção de hormônios que são secretados quando escurece. É o caso da melatonina, que regula o sono, o GH, que estimula o crescimento, e a leptina, que desencadeia a saciedade. “Esses hormônios sofrem uma diminuição por causa da maior exposição à luminosidade e da mudança da rotina”, diz o médico.

O organismo, porém, tem a capacidade de se adaptar à mudança – mas isso pode levar de dois a sete dias, dependendo de cada pessoa. Indivíduos que dormem e acordam mais cedo, por exemplo, tendem a ter maiores dificuldades para se acostumarem, segundo o neurologista Luciano Ribeiro, membro da Associação Brasileira do Sono (ABS). No entanto, há pequenas medidas que podem ser adotadas no dia a dia para acelerar o processo de adaptação e evitar os transtornos provocados pela mudança, como insônia, dificuldade de acordar e cansaço durante o dia – principais problemas que vêm junto com o novo horário.

Como se adaptar ao horário de verão

Durma mais cedo

Para facilitar o ajuste do relógio biológico com a modificação de horário, dormir entre 30 minutos e 1 hora mais cedo na noite da mudança – ou seja, de sábado para domingo – ajuda a atenuar a sensação de noite mal dormida e cansaço no dia seguinte.

Durma em ambiente adequado

Um quarto escuro e aconchegante faz com que o corpo saiba que é hora de dormir, principalmente por causa da ausência de luz. “Nesse ambiente, ele começa a relaxar. Isto é, diminui a temperatura corporal e estimula a produção da melatonina, hormônio que induz o sono”, diz o neurologista Luciano Ribeiro, membro da Associação Brasileira do Sono (ABS).

Evite distrações antes de hora de dormir

“Ter o hábito de mexer no computador ou no celular, ou então de assistir a filmes violentos perto da hora de dormir, por exemplo, estimula a produção de cortisol e adrenalina, hormônios que prejudicam o sono”, diz o clínico geral Waldyr Lázaro Bueno Filho, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. Além disso, ao entrar em contato com a claridade dos aparelhos, o corpo pode entender que trata-se de luz solar e inibe a produção de melatonina, que é o hormônio responsável por estimular o sono.

Pratique atividades físicas

A atividade física promove a liberação da endorfina e aumenta a temperatura corporal. Após cinco horas, o corpo começa a entrar em um estado de relaxamento – estado propício para adormecer e que, assim, auxilia quem tem o sono prejudicado com o horário de verão. O recomendado é que se faça uma atividade física moderada no mínimo três horas antes de se deitar.

Tenha a alimentação como aliada

De acordo com a nutricionista Marisa Resende Coutinho, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, banana, leite, hortelã e erva-cidreira são alimentos que estimulam a produção de melatonina, hormônio responsável pela indução do sono. Acrescentá-los na dieta, principalmente nesta época do ano, ajuda a minimizar os efeitos do horário de verão por ajudar a adormecer.

Evite tomar café perto da hora de dormir

Café e outras bebidas que contêm cafeína estimulam o sistema nervoso central, o que dificulta o corpo a adormecer – isto é, regular os hormônios, como a melatonina, e relaxar a musculatura. O ideal é evitar esse tipo de bebida durante a noite, para não atrapalhar o sono.



Fonte: Revista Veja



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