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Mulher australiana desenvolve infecção cerebral por limpar errado os ouvidos

Compartilhe:     |  20 de agosto de 2019

Uma australiana de 37 anos desenvolveu uma infecção no cérebro por limpar os ouvidos com hastes flexíveis. Identificada como Jasmine, a mulher relatou aoThat’s Life! que higienizava a parte interna da orelha diariamente, até começar a ter problemas de audição no órgão esquerdo.

Jasmine procurou um médico, que a diagnosticou com uma infecção leve e receitou antibióticos. Embora tenha feito o tratamento, os sintomas continuaram e a paciente notou sangue saindo de seu ouvido durante suas limpezas diárias.

Depois de realizar um teste de audição que apontou surdez moderada, a australiana foi encaminhada a um especialista em ouvidos, nariz e garganta. Foi só após uma bateria de exames que o profissional detectou a real causa do problema: uma infecção bacteriana que estava “corroendo” o osso do crânio de Jasmine.

“Você deveria ter vindo me ver quatro ou cinco anos atrás”, disse o especialista, de acordo com a paciente. Ela foi submetida a uma cirurgia de cinco horas para remover o tecido infectado e reconstruir seu canal auditivo. Segundo os cirurgiões, Jasmine tinha fibras de algodão alojadas em seu ouvido: “O algodão estava acumulado e purulento há cinco anos. Meu osso do crânio atrás da orelha estava fino como papel”, disse a mulher.

O caso prova que utilizar esses objetos para higienizar os ouvidos não é uma boa ideia, embora a prática seja comum. De acordo com a Academia Americana de Otorrinolaringologia, deve-se evitar colocar qualquer artefato dentro da orelha, incluindo itens próprios para higienizar o órgão auditivo. Os bastonetes acabam empurrando a cera de volta ao ouvido e podem causar irritações ou até lesões. O correto é usá-los para limpar apenas a parte externa.

Felizmente, a cirurgia de Jasmine foi um sucesso e ela foi curada da infecção, mas ficou com perda auditiva permanente. “Nossos ouvidos são partes delicadas e sensíveis do nosso corpo e precisam ser tratados com cuidado.”



Fonte: Revista Galileu



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