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Mundo arrisca ‘catástrofe moral’ se vacinação contra Covid na África atrasar

Compartilhe:     |  1 de janeiro de 2021

John Nkengasong disse esperar que campanhas de vacinação significativas comecem em abril. No leste africano, a Guiné se tornou um dos primeiros países do continente a aplicar vacinas em suas autoridades.

O chefe do Centro de Controle de Doenças da África, John Nkengasong, declarou nesta quinta-feira (31) que o mundo arrisca uma “catástrofe moral” se a vacinação contra a Covid-19 for adiada na África enquanto regiões mais ricas imunizam suas populações.

“Se tornaria facilmente uma catástrofe moral se não nos uníssemos para abordar o futuro o mais cedo possível em 2021 e atender à África”, disse Nkengasong.

O chefe do CDC disse, em coletiva de imprensa, que espera que campanhas de vacinação significativas no continente comecem em abril, informou a agência de notícias Reuters.

“É um longo caminho a percorrer, dado que este vírus se transmite muito rapidamente”, declarou Nkengasong. Segundo o chefe do CDC africano, “a segunda onda está aqui [na África] com força total”.

Aumento de casos

Os casos de Covid no continente aumentaram quase 19% desde a semana passada e as mortes aumentaram 26%, de acordo com dados do CDC africano. A África registrou 2,7 milhões de infecções por coronavírus e 64 mil mortes até esta quinta-feira, contabilizou a agência de notícias Reuters.

África do Sul, onde uma nova variante do vírus foi detectada, registrou 82 mil casos na semana passada.

“Não podemos atrasar, precisamos dessas vacinas e precisamos delas agora”, disse Nkengasong.

Os principais obstáculos para vacinações começarem na África, segundo ele, são a disponibilidade global de doses e financiamento. As nações ricas adquiriram vacinas além do que precisam, acrescentou.

“Não precisamos entrar em uma crise moral, em que essas coisas são estocadas no mundo desenvolvido e nós na África estamos lutando para ter”, disse Nkengasong.

Ele afirmou que a União Africana está em negociações com União Europeia, Canadá e empresas farmacêuticas para garantir vacinas – além do que foi prometido à África pelo programa Covax da Organização Mundial de Saúde (OMS). A Covax é um esquema global para fornecer vacinas contra a Covid a países mais pobres.

Vacinação na Guiné

Guiné, no oeste da África, se tornou um dos primeiros países africanos a começar a vacinação experimental de autoridades, informou a agência de notícias Associated Press nesta quinta (31). O ministro da Defesa, Mohamed Diane, foi o primeiro vacinado.

O país recebeu 55 doses da Sputnik V, vacina desenvolvida pela Rússia, disse Sakoba Keita, diretor-geral da Agência de Segurança de Saúde Nacional guineense.

“Pedimos uma pequena quantidade da vacina, 55 doses, mais precisamente. É o início de uma compra”, afirmou Keita. “Ontem vacinamos nessa fase piloto 25 autoridades estatais. Há mais 30 doses e continuaremos com a vacinação”, afirmou.

Na quarta-feira (30), Keita disse em rede nacional que o país também enviou uma carta à Rússia pedindo 2 milhões de doses da Sputnik V. A população da Guiné é de 13 milhões de pessoas.



Fonte: Bem Estar



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