Notícias

Na Inglaterra, cadelinha que era explorada motiva debate e pode virar nome de lei

Compartilhe:     |  23 de agosto de 2018

Reino Unido quer proibir a venda de filhotes de cães e gatos em petshops.

A cadelinha que pode virar nome de lei na Inglaterra é a Lucy. Durante cinco anos ela foi obrigada a ter uma ninhada atrás da outra.

Os filhotes iam embora muito cedo. Precisavam ser vendidos antes que perdessem valor de mercado. A bichinha nasceu e cresceu numa fazenda, mas num canto apertado, em péssimas condições.

Foi resgatada em 2013 com lesões na coluna e tinha crises de epilepsia. Morreu três anos depois.

Um dos envolvidos na campanha diz que Lucy estava numa espécie de cela, largada, mal tinha contato com ser humano.

Outras histórias começaram a surgir. Uma mulher comprou um cachorrinho que morreu quatro dias depois.

Descobriu que ele estava com um vírus. Tinha sido criado num lugar sujo e malcuidado.

Começou um debate nacional. O ministro do Meio Ambiente abraçou a causa. Resultado: a partir de outubro, ninguém – nem pet shop nem criadores licenciados – pode vender filhotes com menos de dois meses.

E uma consulta pública que pode deixar a lei ainda mais rigorosa foi aberta nesta quarta-feira (22). Se a proposta for aprovada, filhotes de até seis meses não vão mais poder ser vendidos em pet shops.

Quem quiser um filhotinho vai ter que tratar diretamente com quem tem licença para criar animais ou ir a um centro de gatos e cachorros resgatados.

A ideia é fazer com que a lógica comercial, ainda tão forte no mundo inteiro, não prejudique a saúde dos bichos.

Na cidade de São Paulo, filhote só pode ser vendido, doado ou trocado depois de dois meses de vida. Não existe ainda uma legislação federal sobre o assunto.



Fonte: Jornal Nacional



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Lei que proíbe piercings e tatuagens em animais é sancionada no Distrito Federal

Leia Mais