Espécies em Extinção

Nanocamaleão: cientistas descobrem o ‘menor réptil da Terra’ – e ele já está ameaçado de extinção

Compartilhe:     |  6 de fevereiro de 2021

Dois exemplares da espécie foram descobertos em uma floresta degradada de Madagascar, que foi colocada sob proteção parra que o minúsculo lagarto sobreviva.

O corpo do 'Brookesia nana' mede apenas 13,5 mm — Foto: Endagerex

O corpo do ‘Brookesia nana’ mede apenas 13,5 mm — Foto: Endagerex

Cientistas acreditam ter descoberto o menor réptil da Terra, batizado de nanocamaleão.

Dois desses minúsculos lagartos foram achados em Madagascar, na África, por uma expedição conjunta de pesquisadores locais e da Alemanha.

O corpo de um macho da subespécie Brookesia nana mede apenas 13,5 mm. Isso o torna o menor de cerca de 11,5 mil espécies conhecidas de répteis, de acordo com a Coleção de Zoologia do Estado da Baviera, na Alemanha.

Seu comprimento do topo à cauda é de 22 mm. A fêmea é muito maior, com cerca de 29 mm, disse o instituto, acrescentando que outros espécimes ainda não foram localizados, apesar do “grande esforço”.

Ameaça de extinção

“O novo camaleão é encontrado apenas em uma floresta tropical montanhosa degradada no norte de Madagascar e pode estar ameaçado de extinção”, disse o jornal Scientific Reports.

Oliver Hawlitschek, um cientista do Centro de História Natural de Hamburgo, afirmou: “O habitat do nanocamaleão infelizmente foi desmatado, mas a área foi colocada sob proteção recentemente, para que a espécie sobreviva”.

Espécie vive em uma floresta que está degradada — Foto: Endagerex

Espécie vive em uma floresta que está degradada — Foto: Endagerex

Em seu relatório, os cientistas recomendaram que o camaleão fosse listado como criticamente ameaçado de extinção na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para ajudar a protegê-lo e ao seu habitat.

‘Miniaturização extrema’

Os pesquisadores descobriram que o nanocamaleão caça ácaros no chão da floresta tropical e se esconde de predadores à noite em folhas de grama.

Mark Scherz, um dos pesquisadores envolvidos na descoberta, disse se tratar de “um caso espetacular de miniaturização extrema”.



Fonte: G1 - BBC



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