Notícias

Nasa encontra material orgânico em rochas de Marte, o que pode ser sinal de vida

Compartilhe:     |  8 de junho de 2018

Apesar de associadas à vida, matérias orgânicas podem ser criadas durante processos não biológicos e, assim, não são necessariamente indicadores de vida, mas agência diz ser “bom sinal” para futuras missões que serão feitas

O robô Curiosity encontrou moléculas orgânicas entre rochas sedimentares da cratera de Gale, em Marte, o que pode indicar que o planeta abrigou vida em tempos remotos, segundo divulgou a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) nesta quinta-feira (7).

Embora a mais nova descoberta da Nasa não seja evidência certa da presença de vida em Marte , os achados do Curiosity são considerados sim “um bom sinal para futuras missões que irão explorar a superfície e o subsolo do planeta”, conforme escreveu a agência publicou em seu site.

Detalhes da nova descoberta em torno do material orgânico – presente em rochas sedimentares marcianas de três bilhões de anos, relativamente próximas da superfície – serão publicados em dois artigos da edição desta sexta-feira (8) do jornal “Science”.

Por enquanto, a Nasa afirma que as moléculas orgânicas contêm carbono e hidrogênio, e também poderiam apresentar oxigênio, nitrogênio e outros elementos. Além disso, aponta que alguns desses fragmentos de rocha contêm enxofre, o que poderia ter ajudado a preservá-los da mesma forma que é usado para tornar os pneus de automóveis mais duráveis.

Indicadores de vida em Marte?

Apesar de serem associadas à vida, matérias orgânicas podem ser criadas durante processos não biológicos e, desse modo, não são necessariamente indicadores de vida, conforme aponta a agência. “Com os novos achados, Marte está nos dizendo para permanecer nesse caminho e continuar a procurar pela evidência de vida no planeta”, diz Thomas Zurbuchen, administrador associado da Diretoria de Missões Científicas na sede da Nasa em Washington.

Apesar de a superfície do planeta ser inabitável atualmente, existe uma clara evidência – ainda de acordo com a agência espacial – de que, em um passado distante, o clima tenha permitido a presença de água líquida, ou seja, o ingrediente principal para a vida conforme nós a conhecemos.

Dados do robô ainda revelam que, bilhões de anos atrás, um lago dentro da cratera de Gale apresentava todos os ingredientes necessários para a vida, incluindo fontes de energia e elementos químicos.

“A superfície marciana é exposta à radiação do espaço. Tanto a radiação quanto os produtos químicos quebram a matéria orgânica”, afirma Eigenbrode. “Por isso, encontrar moléculas orgânicas antigas nos cinco primeiros centímetros de rocha depositadas é um bom presságio para nós aprendermos a história de moléculas orgânicas em Marte e para que futuras missões sejam aprofundadas”, finaliza.



Fonte: Último Segundo



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Lei que proíbe piercings e tatuagens em animais é sancionada no Distrito Federal

Leia Mais