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A agência espacial norte-americana prepara lançamento de satélite para monitorar CO2

Compartilhe:     |  13 de junho de 2014

Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil

A agência espacial norte-americana (NASA) colocará na atmosfera em julho um satélite que terá como tarefa exclusiva medir a variação de dióxido de carbono (CO2). Batizado de “The Orbiting Carbon Observatory (OCO)-2”, o satélite permitirá o acompanhamento das flutuações de CO2 de uma forma muito mais detalhada do que a atual.

“A missão OCO-2 coletará dados e medirá com precisão e abrangência as informações que precisamos para responder questões como a origem do CO2 e onde o gás está sendo absorvido”, disse Annmarie Eldering, uma das coordenadoras da missão.

O OCO-2 é uma cópia do OCO original, que infelizmente foi destruído durante o lançamento em 2009. O custo do novo satélite é estimado em US$ 465 milhões.

Segundo a NASA, a concentração atual de CO2 na atmosfera é superior a 400 partes por milhão, a mais alta em pelo menos 800 mil anos. A agência também reconhece que a humanidade é responsável por muito desse CO2, já que a queima de combustíveis fósseis libera 40 bilhões de toneladas anuais para a atmosfera.

“Entender o ciclo do CO2 ajudará a estimar o quão rapidamente se dará a elevação da concentração na atmosfera no futuro. Também permitirá aos cientistas calibrarem suas modelagens climáticas e predizerem de forma mais precisa os impactos dessa concentração para o clima”, afirmou Michael Gunson, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, na Califórnia.

No início deste ano, a NASA declarou que suas atividades em 2014 seriam centradas nos estudos do sistema terrestre, em especial na busca da compreensão sobre as atuais mudanças climáticas.

“Temos cinco novas missões agendadas para 2014 focadas no nosso planeta, transformando este no ano da Terra para a NASA. Esperamos que os resultados dessas missões tenham um impacto significante nas vidas das pessoas em todo o mundo”, disse Charles Bolden, administrador da NASA, em janeiro.

O OCO-2 é a segunda dessas missões, sendo que a primeira foi o estabelecimento, em fevereiro, de uma rede internacional de satélites para observar precipitações de chuva e neve.

Ainda estão agendadas duas outras missões que envolvem a Estação Espacial Internacional (ISS) e que medirão o aumento dos níveis do oceano, a cobertura de nuvens e a presença de aerossóis na atmosfera. E uma última, que consiste no mapeamento dos recursos hídricos no solo da Terra.



Fonte: Mercado Ético



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