Trilhas da Paraíba

Natureza e aventura: um convite para conhecer Catolé

Compartilhe:     |  20 de setembro de 2020

Turismo ecológico ganha força no município, com trilhas que desvendam toda a exuberância da paisagem sertaneja

Do alto do Monte Tabor, vê-se a cidade se espalhando até onde o sol se põe, no horizonte. O verde é predominante. A cadeia de serras – grandes e pequenas – circunda e faz uma espécie de babado perfeito ao redor da cidade dentro da variedade de formatos, tamanhos e recortes que apresentam. Lembra uma espécie de vale.

Essa é a visão que se tem de Catolé do Rocha de cima do monte mais visitado da cidade, onde fica uma capelinha construída em 1910, que atrai visitantes o ano inteiro.

Na visão do alto, distinguem-se a Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios, no centro da cidade, fundada em 1875; e o Colégio Normal Francisca Mendes, educandário religioso da Ordem Franciscana, instalado há mais de 80 anos; as duas maiores construções da cidade.

Mas, quem visita Catolé pode ainda conhecer o Centro Cultural Geraldo Vandré; o Instituto Cultural Casa do Béradêro, fundado pelo cantor Chico César; o campus da Universidade Estadual da Paraíba, localizado na área rural onde está a tradicional Escola Agrotécnica do Cajueiro; além de praças convidativas, seja pela sombra de árvores centenárias, seja pelos jardins de flores coloridas.

O carnaval é sua maior festa, atraindo pessoas de várias cidades e de estados vizinhos. É nesse período do ano que os filhos da terra que moram em outros lugares retornam e se reencontram, numa grande confraternização. A cidade se acende, ganha ares de alegria e as dezenas de blocos carnavalescos desfilam pelas ruas a qualquer hora do dia ou da noite. A movimentação é intensa durante toda a semana.

Natureza

Cercada por montes e serras e com uma extensa zona rural, Catolé vem descobrindo, nos últimos anos, uma nova vocação: o turismo ecológico. Pessoas da cidade e visitantes vêm ada vez mais embrenhando-se pelas trilhas cheias de beleza surpreendente. O condutor Ronildo de Sousa conta que as trilhas têm despertado o interesse de aventureiros e pessoas adeptas ao turismo de contemplação.

Durante o percurso, além do contato com a fauna e a flora da região, o trilheiro recebe informações sobre o local, sobre construções antigas encontradas pelo caminho e ainda se engaja numa conversa salutar sobre preservação da natureza.

Segundo ele, quem se aventura pelos caminhos das serras vai ver, ao longo do percurso, uma grande variedade de pássaros, saguis e outros animais silvestres; árvores e arbustos típicos da região; mas, especialmente, formações rochosas espetaculares, grutas e cavernas, que fascinam pelos formatos e pela altura.

Hoje, o condutor oferece três percursos diferentes, com níveis variados de dificuldade e tempo mais curto ou mais longo de caminhada, a depender do gosto e do fôlego do trilheiro.

As trilhas ganharam os nomes das serras para onde Ronildo guia os aventureiros: Serra da Furna dos Ossos, Serra do Boqueirão e Serra do Capim Açu. Em cada caminho, a certeza de que a beleza recompensará o cansaço.

Serviço

Pessoas interessadas em fazer as trilhas podem entrar em contato com o condutor Ronildo Sousa pelas redes sociais Facebook e Instagram (@ronildotcharles) ou pelo whats app 9965-4815.

Fique por dentro

Localizada a 400 quilômetros de João Pessoa, no Sertão paraibano, Catolé do Rocha foi fundada em 26 de maio de 1835 e emancipada um século depois, em 21 de janeiro de 1935. Sua população é hoje de aproximadamente 30 mil habitantes. Tem no comércio varejista sua principal atividade econômica, geradora de empregos, mas também viu crescer nas últimas décadas os setores da fabricação de alumínio e da área têxtil.



Fonte: Jornal A União - Nara Valusca (texto e fotos)



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