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Navio alemão da Primeira Guerra Mundial é encontrado no fundo do Atlântico

Compartilhe:     |  14 de dezembro de 2019

No Oceano Atlântico, próximo às Ilhas Malvinas, pesquisadores descobriram o que restou do navio alemão Scharnhorst, que naufragou na Primeira Guerra Mundial, durante uma batalha contra embarcações britânicas.

No dia 8 de dezembro de 1914, morreram 800 tripulantes alemães do Scharnhorst, junto a marinheiros de outros navios da Alemanha que também participaram do confronto. Especialistas conseguiram encontrar a embarcação usando um submarino controlado de modo remoto.

O mergulho que revelou os destroços alcançou uma profundidade de 1,6 quilômetros abaixo da superfície. “O momento da descoberta foi extraordinário”, disse o líder da expedição, Mensun Bound, em comunicado. Segundo ele, foi possível ver nos restos do navio de que havia ocorrido uma batalha.

Veja como era o navio Scharnhorst antes do naufrágio (Foto: Falklands Maritime Heritage Trust)

Para chegar até o local exato, os pesquisadores tiveram que rastrear uma área submarina de 4,5 mil quilômetros, usando um equipamento com sonares – que funciona a partir da emissão de pulsos sonoros, determinando a distância que certo objeto ou embarcação se encontra.

Os cientistas só conseguiram entender que tinham encontrado o Scharnhorst horas depois do submarino se aproximar do navio naufragado. Isso pois, para ter certeza da descoberta, eles tiveram que analisar dados na superfície e convertê-los em formato legível.

Navio Scharnhorst (Foto: Falklands Maritime Heritage Trust)

Uma vez detectado, o navio histórico permanecerá nas profundezas do oceano, onde será protegido legalmente, segundo Donald Lamont, chefe da organização governamental do Reino Unido de Confiança do Patrimônio Marítimo das Malvinas.

Livros de história apontam que, no começo do século 20, a batalha que aconteceu na região acabou com a vitória dos britânicos. O acontecimento teve desdobramento para o desenrolar da Primeira Guerra Mundial, pois, após o confronto, o esquadrão alemão na Ásia Oriental deixou de existir. Na época, essa formação naval era a única permanente na Alemanha.



Fonte: Revista Galileu



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