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Netos são um antídoto contra a solidão e o isolamento, diz estudo

Compartilhe:     |  16 de janeiro de 2020

Um estudo publicado há cerca de um mês na revista médica “BMJ Open” mostra que avós que participam da vida dos netos têm uma rede social mais ampla do que aqueles que não desempenham esse papel. A pesquisa ganha peso quando a associamos a outras que apontam a importância dessas conexões sociais como fator para o bem-estar dos idosos.

Baby boomers, os nascidos entre 1946 e o início dos anos 60, já compõem um grupo de avôs e avós mais joviais e atuantes graças ao bônus da longevidade. Some-se a isso o fato de, em muitos casos, estarem numa situação financeira confortável, o que os leva a serem bastante presentes na vida dos netos. No entanto, a maioria dos estudos acaba se debruçando sobre aqueles que ocupam a função dos pais (por exemplo, em caso de uso de drogas ou encarceramento).

Para investigar o assunto, pesquisadores utilizaram dados de um levantamento realizado em 2014 na Alemanha, do qual participaram adultos entre 40 e 85 anos. Na verdade, a pesquisa é feita a cada três anos, mas somente em 2014 foram incluídas perguntas sobre o sentimento de solidão e isolamento social, usando uma escala de 1 a 4 para definir sua dimensão – quanto mais alta a pontuação, maior a percepção do problema.

Entre quase 4 mil avós que responderam ao questionário, mais de mil afirmaram que cuidavam ativamente de netos. Pouco mais da metade era composta de mulheres; a maioria era casada e vivia com o cônjuge. Inúmeros fatores foram levados em conta na análise, como renda familiar, a avaliação que o indivíduo fazia de sua saúde, se praticava atividade física ou apresentava sintomas de depressão.

A idade média dos avós girava em torno de 66 anos e, entre os ativos, o escore de solidão ficava em 1.7 e o de isolamento em 1.6, enquanto o grupo com participação de menor relevância na vida dos netos marcava 1.8 em solidão. O número de pessoas com as quais esses idosos mantinham contato regular também tinha relação com seu papel familiar, com indicadores mais expressivos para o primeiro grupo.

Esse é um estudo de observação, que não estabelece causas, mas que sugere que a convivência pode aumentar a autoestima e alimentar um relacionamento positivo com filhos e netos, além de criar oportunidades de ampliar o círculo social. Um único senão para essa experiência tão rica: é importante criar limites para não acabar sendo “sugado” por responsabilidades, com risco para a própria saúde.

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Fonte: Bem Estar



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