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Ninhos de abelhas mumificados dão pistas sobre vegetação de 150 anos atrás

Compartilhe:     |  17 de fevereiro de 2020

Cientistas identificaram 120 ninhos de abelhas mumificados na Catedral Basílica Santa Maria la Antígua, da Cidade do Panamá. Restos dos próprios insetos e pupas, além de grãos de pólen, também foram deixados nos ninhos. Estima-se que eles estiveram selados na parte central da igreja por mais de 150 anos.

Cientistas do Instituto de Pesquisa Tropical Smithsonian (STRI) ajudaram os restauradores a identificarem o que eram as misteriosas estruturas. As descobertas da equipe foram detalhadas em artigo publicado na revista científica Journal of Hymenoptera Research.

Acredita-se que os ninhos foram presos no retábulo da catedral durante as obras de restauração realizadas em 1875, cinco anos depois de um incêndio devastador danificar o lugar. Em uma nova reforma, a restauradora Sofia Lobo descobriu as estruturas enquanto limpava os ambientes da igreja. “Nós nem vimos as células no primeiro momento, porque estavam cobertas de ouro”, diz Lobo ao portal Atlas Obscura. “Mas quando vimos os ninhos por trás, sabíamos que era algo natural, feito de algum tipo de inseto”, afirma.

Resultado de imagem para Ninhos de abelhas mumificados dão pistas sobre vegetação de 150 anos atrásNinhos mumificados de 150 anos foram encontrados dentro da Catedral Basílica Santa Maria la Antígua, na Cidade do Panamá (Foto: Reprodução/JournalofHymenopteraResearch)

Os cientistas Bill Wcislo e David Roubik identificaram os aglomerados como ninhos das abelhas Eufriesea surinamensis, uma espécie conhecida por suas pernas traseiras amarelas e brilhantes. Enquanto os machos tendem a passar o tempo em torno das orquídeas, as fêmeas visitam muitas espécies de flores. Seus ninhos, feitos de casca, lama e resina, também são difíceis de detectar na natureza.

Depois de avaliar essas amostras, os pesquisadores perceberam que a descoberta era essencialmente uma cápsula do tempo que ajuda a analisar o ecossistema do século XIX na Cidade do Panamá. O especialista em pólen tropical, Enrique Moreno, identificou pólens de 48 espécies de plantas, incluindo uma espécie comum em manguezais, que agora não é mais encontrada perto da cidade.

“Fiquei espantado que eles encontraram tais ninhos antigos. Temos a oportunidade de descobrir a vegetação da época a partir dessas abelhas, já que o pólen vem de diferentes fontes”, disse, em comunicado, Paola Galgani-Barraza, gerente da STRI.

Resultado de imagem para Ninhos de abelhas mumificados dão pistas sobre vegetação de 150 anos atrásDentro dos ninhos, também foram encontradas abelhas, que serviram para os pesquisadores analisarem como era a flora da região há 150 anos (Foto: Reprodução/JournalofHymenopteraResearch )



Fonte: Revista Galileu



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