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Níveis de poluição aumentam devido à retomada de trabalhos

Compartilhe:     |  1 de agosto de 2020

As emissões de carbono no Reino Unido começaram a diminuir devido ao lockdown adotado para impedir a propagação do novo coronavírus, porém essa “economia de carbono” caiu pela metade nas últimas semanas.

O aumento das emissões de gases do efeito estufa das indústrias e transportes iniciou-se no último mês, à medida que a população retorna ao trabalho, aumentando a demanda de combustíveis fósseis em níveis recordes desde o início da pandemia, conforme dados.

Uma análise realizada pela Sia Partners apresenta que as emissões de carbono aumentaram 36% em relação à primeira semana do lockdown em comparação com os dados oficiais de emissões mais recentes coletados em 2018.

De acordo com o June Britain’s, a economia total de emissões diminuiu para 16%, à medida que mais carros voltaram para as estradas e a demanda por energia começou a aumentar.

Chloé Depigny, gerente sênior da Sia Partners, disse que os dados mostram a fragilidade da economia por carbono no Reino Unido durante o corona vírus e a necessidade de mudanças fundamentais e ambiciosas na economia, para que o governo consiga cumprir as metas de carbono a longo prazo.

Os dados revelam que, no início do lockdown, a Grã-Bretanha registrou um colapso de 90% nas emissões de carbono no setor da aviação, uma queda de 60% na produção de veículos de passageiros e 30% nas emissões no setor de energia.

No último mês, a economia de emissões na estrada diminuiu 30% e a queda da utilização de energia foi de 15%.

Se as medidas de bloqueio forem removidas por um todo no início de outubro, a economia total de carbono pode diminuir para 10% abaixo dos níveis normais ao longo do ano como um todo, uma queda de 1% em relação às previsões anuais no início deste ano.

“Para o Reino Unido atingir a meta de zero emissões líquidas de carbono até 2050, seria preciso cortar 12 megatoneladas de CO 2 a cada ano – isso equivale a 3% das emissões em 2018. Portanto, 10% é definitivamente uma queda muito significativa “, disse Chloé.

“No entanto, do ponto de visto climático, se isso ocorrer apenas em 2020 e as emissões normais retornarem no início de 2021, essas economias significarão apenas uma pequena redução das emissões. Vimos isso ocorrer na crise financeira de 2008, porém retornou rapidamente aos níveis anteriores à crise”, acrescentou.

Uma das maiores ameaças à economia de carbono do Reino Unido neste ano é o aumento da demanda por viagens rodoviárias, à medida que mais pessoas optam por usar veículos particulares a transportes públicos com o objetivo de evitar o contato por conta do corona vírus.

“Essa é uma das grande incertezas à medida que saímos do confinamento”, disse Depigny. “Se todos estivessem preocupados em usar o transporte público e optarem por usar o carro, as emissões rodoviárias poderão explodir durante o segundo semestre”.

Outra ameaça à redução de carbono é o número de pessoas que podem continuar trabalhando em casa durante os meses de inverno.

“O relatório prevê que a utilização de carbono das residências britânicas deverá 6% maior que a normal em 2020, com base no pressuposto de que muitas pessoas que trabalham em casa retornarão gradualmente aos escritórios a partir de Outubro. Porém, um segundo lockdown durante os meses mais frios pode significar aumento nas emissões de carbono residenciais, que podem ser muito mais altas do que as previstas atualmente”, disse Depigny.

“Tivemos a sorte do lockdown ter ocorrido durante os meses quentes do verão. Se houvesse um segundo lockdown durante o inverno, as casas dependeriam do aquecimento a gás para mantê-las aquecidas, o que resultaria mais emissões do que durante o verão. Provavelmente, isso contrariaria a maioria das economias”, disse ela.



Fonte: Anda



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