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Nível de poluição no RJ é o dobro do recomendado pela OMS, aponta pesquisa

Compartilhe:     |  30 de outubro de 2014

Os índices de poluição atmosférica no Estado do Rio de Janeiro ultrapassam em duas vezes o recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), aponta pesquisa divulgada nesta quarta-feira (29), na capital fluminense, pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade.

O levantamento inédito considerou os dados ambientais de poluição, a estimativa do impacto em saúde pública e sua valoração em gastos públicos de 2006 a 2012. A conclusão difere da avaliação do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que considera os padrões de poluição aos quais o cidadão fluminense está exposto como aceitáveis.

Segundo o estudo, neste período ocorreram 36.194 mortes e 65.102 internações na rede pública de saúde por causa de doenças que seriam causadas pela poluição, sendo 14 mortes por dia em todo o Estado. Este cenário representou um gasto público de R$ 82 milhões, de acordo com a pesquisa.

O levantamento apontou que as cidades que apresentam maior risco de morte por apresentarem maiores níveis de poluição, maior número de dias poluídos no ano e maiores taxas de mortalidade são Macuco, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Itaboraí, Barra Mansa e a capital, Rio de Janeiro. Já os municípios mais poluídos nos últimos dois anos do estudo foram Duque de Caxias, Itaboraí, Nova Iguaçu, Macuco, Resende e Porto Real.

Para a diretora-presidente do instituto responsável pela pesquisa, Evangelina Vormittag, os índices encontrados poderiam ter sido evitados “se o controle dos níveis de poluição não ficasse limitado aos índices observados no estado, mas sim aos indicados pela OMS, que mostram que a qualidade do ar tem se mantido em patamares críticos”.

Ainda de acordo com o levantamento, o nível de poluição por MP2,5 (Material Particulado 2,5), “um dos poluentes mais relevantes do ponto de vista de saúde”, segundo o instituto, está elevado para todos os anos avaliados. “A região metropolitana apresenta os maiores níveis, inclusive acima da média do Estado”, informa o Saúde e Sustentabilidade.



Fonte: Uol



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