Notícias

Nível do mar há 20.000 anos era 116 metros mais baixo que hoje, creem cientistas

Compartilhe:     |  28 de fevereiro de 2021

Um estudo realizado por instituições na Europa analisou várias bacias aquáticas no mundo e afirma ter descoberto o mecanismo através do qual o nível do mar chegou a ser mais baixo no passado.

O nível do mar era inferior em 116 metros ao atual há cerca de 20.000 anos, de acordo com um estudo publicado na revista Nature Communications.

Uma equipe de cientistas do Instituto Real Neerlandês de Estudos Marinhos, Países Baixos, em conjunto com o Instituto Alfred Wegener, Alemanha, procurou conciliar a discrepância entre diferentes modelos climáticos do passado, que indicam simultaneamente uma baixa espessura de geleiras e baixo nível do mar nessa época.

Segundo é explicado pelos pesquisadores, o paradoxo existe devido à falta de um “equilíbrio” conhecido, no qual um tão baixo nível do mar implicaria uma muito maior concentração de água gelada em terra. Para o nível do mar ser tão baixo, deveria haver uma massa de gelo equivalente ao dobro da camada da Groenlândia. Isso levou ao “problema do gelo perdido”, descoberto em vários estudos conduzidos desde 2014.

“Parece que encontramos uma nova maneira de reconstruir o passado há 80.000 anos”, diz o dr. Evan Gowan, do Instituto Alfred Wegener, que vem pesquisando o assunto há cerca de uma década.

Para isso, os cientistas avaliaram o leito da Baía de Hudson, no Canadá, e outros mares que banham a América do Norte, bem como rastros de corais submarinos em lugares do mundo como Barbados (Índias Ocidentais), a Plataforma Sunda no Sudeste Asiático, o golfo de José Bonaparte e a Grande Barreira de Corais, na Austrália, e tiveram em conta a perturbação da crosta, gravitacional e rotacional, da Terra.

Os autores do estudo concluíram que a Antártida concentrou um alto volume de gelo, o dobro da camada de gelo na Groenlândia, o que explicaria o mais baixo nível do mar há 20.000 anos e também a razão da alta variação de gelo apontada em medições existentes para o continente mais meridional do mundo no passado.



Fonte: Sputnik News



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Veterinário dá dicas importantes de como cuidar de cães e gatos com a continuação do isolamento social

Leia Mais