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No Pantanal de Mato Grosso do Sul, projeto ajuda a recuperar a vegetação nativa

Compartilhe:     |  22 de novembro de 2014

Um projeto está levando mudas de árvores nativas para a região do Pantanal em Mato Grosso do Sul. A ideia é ajudar a manter e ampliar as áreas de preservação ambiental.

Aroeira, guatambu e ipê roxo são algumas espécies nativas do Pantanal cultivadas em um viveiro na fazenda Nhumirim, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). De lá, elas são levadas para o campo de uma fazenda piloto, que também fica na região da Nhecolândia, a 100 quilômetros do centro de Corumbá.

A ideia dos pesquisadores da Embrapa é fazer o plantio massivo destas árvores que, futuramente, poderão servir como madeira e ainda ajudar produtores rurais a seguirem as normas do Novo Código Florestal. “A gente vai implantar vários experimentos de recuperação de vegetação arbórea nativa e também de recuperação de pastagem”, explica Cátia Urbanetz, bióloga da Embrapa.

O trabalho faz parte do Projeto Biomas, criado há dois anos e que já tem números que impressionam. Desde 2012, os pesquisadores da Embrapa já coletaram 150 mil sementes no Pantanal. Ao todo, 27 mil mudas de árvores nativas dever ser plantadas até abril de 2015 e a fase de incorporação começou pelo carandá, árvore típica do Pantanal, muito usada para construção de cercas.

Além de comprar madeira, muitos produtores também usam o recurso natural já existente nas propriedades, mas nunca fazem a reposição. Com a recomposição florestal nas fazendas, esse problema deve diminuir.

Cerca de 800 sementes estão germinadas com carandá e outras 1,6 mil mudas da planta estão sendo preparadas. A diferença é que as mudas podem levar até um ano para ficarem prontas para o plantio, já a semente germinada fica pronta em apenas uma semana.

As primeiras mudas de carandá deverão estar prontas para o corte daqui a 20 anos. Depois de obter os primeiros resultados da pesquisa, a Embrapa pretende implantar módulos de plantio florestal em fazendas próximas da Nhumirim.



Fonte: Globo Rural - Jeferson Ageitos



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