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Norte do Espírito Santo ainda não se recuperou do desastre ambiental em Mariana

Compartilhe:     |  1 de novembro de 2019

O norte do Espírito Santo ainda não se recuperou do desastre ambiental em Mariana, Minas Gerais. Pesquisadores concluíram que a situação é ainda pior do que na época do rompimento da barragem da Samarco.

Hoje, a imagem da foz do Rio Doce e da praia de Regência é bem diferente de quatro anos atrás, quando a lama com rejeitos de minério chegou na região. Mas não se pode dizer que esse é um ambiente livre de contaminação. A lama permanece no fundo.

Para saber como esse material estaria afetando o meio ambiente, de um ano para cá, todo mês, pesquisadores recolheram amostras de sedimento, água, plantas e animais.

Nesses momentos, quando o material é suspenso, aumentam os níveis de metal na água. Na lama, que está fundo, as pesquisas estão indicando um nível elevado de ferro e alumínio. O coordenador do grupo de pesquisa afirma que, em algumas amostras analisadas entre setembro de 2018 e fevereiro de 2019, a contaminação por esses metais estava até maior do que quatro anos atrás, logo após a chegada da lama ao litoral.

“Existe uma variação, mas se a gente colocar numa média, a tendência é que haja um aumento. Então existem momentos de pico em que as medidas dos metais, de ferro e alumínio, no sedimento da foz do Rio Doce, chegam a quatro, cinco vezes mais do que tinha quando chegou o material. A situação não está melhorando. A tendência é que esse impacto crônico continue”, avaliou o geólogo Alex Bastos.

Um relatório mais detalhado, com dados de até setembro de 2019, deve ser divulgado no fim de novembro. A pesca continua proibida na foz do Rio Doce por determinação da Justiça. Para evitar que as pessoas consumam água diretamente do rio, caminhões pipa, ainda hoje, levam água até a vila de Regência.



Fonte: Jornal Nacional



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