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Nova forma de cristal líquido é capaz de triplicar a nitidez de TVs e monitores

Compartilhe:     |  4 de fevereiro de 2017

Cientistas inventaram um novo tipo de cristal líquido que permite a produção de eletrônicos com três vezes mais pixels na mesma área de tela, ao passo em que também reduz a quantidade de energia necessária para fazê-los funcionar.

O novo tipo de cristal líquido de fase azul é considerado eficaz porque ignora os filtros de cores utilizados pela tecnologia. Essa mudança, por si só, reduz em 40% a quantidade de energia perdida durante a transmissão de luz, segundo informações da Science Alert.

Segundo o pesquisador Shin-Tson Wu, da Universidade de Central Flórida, os displays utilizados atualmente pela Apple têm uma densidade de cerca de 500 pixels por polegada. “Com nossa nova tecnologia, uma resolução de 1.500 pixels por polegada poderia ser alcançada em uma tela de mesmo tamanho”, explicou. “Isso é especialmente atraente para fones de ouvido de realidade virtual (RV), ou tecnologias de realidade aumentada, que devem alcançar uma alta resolução em uma tela pequena colocada próxima aos nossos olhos”.

As telas LCD de hoje possuem uma luz LED branca de fundo, que é modulada por uma fina camada de cristal líquido nemático, que se torce e desenrola dependendo da quantidade de tensão aplicada. Então, pequenos transistores entregam tensão suficiente para transmitir a luz de LED através de cada pixel na tela, e filtros de cores são aplicados para gerar pixels vermelhos, verdes e azuis.

Já o novo cristal líquido de fase azul, que se baseia na tecnologia de LCDs de quase uma década, elimina completamente esses filtros de cores devido à rapidez com que pode controlar as mudanças de tonalidades. Segundo os pesquisadores, o cristal pode ser trocado 10 vezes mais rápido do que a versão nemática, o que significa que em menos de um milissegundo as luzes LED podem ser enviadas através de “subpixels” do cristal em diferentes momentos.

 

Um subpixel é capaz de gerar todas as três cores ao mesmo tempo, o que significa que a tecnologia pode possibilitar até três vezes mais pixels em um mesmo espaço, como monitores e telas de LCD.

Se a tecnologia, que ainda está em fase de “prova de conceito”, cumprir sua promessa, tornando-se em algo vendável, poderia ser integrada a televisores e computadores. Logo, ela não só melhoraria a nitidez das telas como também economizaria energia.

As descobertas foram relatadas na revista Optical Materials Express.



Fonte: Jornal Ciência - Merelyn Cerqueira



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