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Nove anos após terremoto, Haiti melhora preparação para desastres naturais

Compartilhe:     |  15 de janeiro de 2019

Em 12 de janeiro de 2010, um terremoto no Haiti destruía metade da capital Porto Príncipe, deixando cerca de 220 mil mortos e 1 milhão de desabrigados. Funcionários da missão da ONU no país caribenho, a antiga MINUSTAH, também tiveram suas vidas atingidas pelo desastre — 102 profissionais da Organização morreram. Uma dos sobreviventes foi Sophie Boutaud de la Combe, que estava grávida de sete meses quando a terra tremeu.

A sede da MINUSTAH, onde Boutaud de la Combe estava trabalhando, veio abaixo completamente, mas a funcionária conseguiu escapar por uma parede desabada. Por muitas horas, ela e seus colegas que escaparam vivos procuraram pelos escombros, em busca de qualquer pessoa que pudesse estar presa sob o prédio. Dois dias depois, ela deixou o Haiti, relutante — uma situação que ela descreve como “um trauma”, pois seu instinto era de ajudar a ONU e o povo haitiano.

Em 2013, ela voltou ao país, feliz por poder fazer a sua parte na reconstrução da nação caribenha e por honrar seus colegas mortos com o seu trabalho. Entre os funcionários das Nações Unidas falecidos na tragédia, estavam o enviado especial do secretário-geral, Hédi Annabi, e seu vice, Luiz Carlos da Costa. À época, o então presidente do Sindicato de Funcionários da ONU, Stephen Kisambira, declarou que se tratava da “maior perda de vida na história das operações de paz da ONU”.

Nove anos após o terremoto, a situação no Haiti está muito diferente. O governo está muito mais preparado para desastres naturais similares, avalia Boutaud de la Combe, que é a chefe de Comunicação da Missão da ONU para a Justiça no Haiti (MINUJUSTH).

“Poucos meses atrás, houve um terremoto no norte do país. O país estava preparado e eles enviaram suas equipes para apoiar os afetados, sem o envolvimento da MINUJUSTH”, conta a profissional da ONU.

“Não foi um grande terremoto, mas agora a população sabe como reagir. E o mais importante, nós ouvimos regularmente como é importante construir (edifícios) de uma forma melhor, de forma sólida, para que, caso um terremoto atinja (o país), não coloque as pessoas em perigo”, completa a sobrevivente.



Fonte: ONUBr



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