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Novo embrião de rinoceronte-branco do norte é criado para salvar espécie

Compartilhe:     |  19 de janeiro de 2020

Devido a décadas de caça, há apenas duas fêmeas de rinoceronte-branco do norte vivas no mundo. Após a morte de Sudão, o último macho da espécie, em 2018, cientistas têm se dedicado a salvar as fêmeas Najin e Fatu, que vivem no Quênia, e ajudá-las a criarem filhotes.

Em 2019, pesquisadores italianos já haviam anunciado a criação de um embrião com o esperma congelado de Sudão, mas a fertilização não teve o mesmo sucesso. Agora, os cientistas afirmam que encontraram uma nova forma de fazer procedimento, que será realizado nos próximos meses.

“É incrível ver que seremos capazes de reverter a trágica perda dessa subespécie através da ciência”, disse o ministro queniano Najib Balala, em comunicado do Kenya Wildlife Service. O objetivo é criar uma manada de, no mínimo, cinco animais que possam retornar ao seu habitat natural na África — o que pode levar décadas.

Uma nova esperança

As esperanças de recuperar a espécie foram abaladas quando Sudão, o último macho, morreu aos 45 anos, em 2018. As perspectivas pareciam ainda mais sombrias anteriormente, quando as tentativas de inseminar Fatu e Najin artificialmente falharam devido a várias complicações de saúde nas duas fêmeas.

Agora, o plano consiste em transferir o embrião, gerado in vitro com o esperma e os óvulos de rinoceronte-branco do norte, para uma saudável rinoceronte-branca do sul, que deverá carregá-lo pois Fatu e Najin já estão com idades avançadas. Caso os embriões vinguem, os recém-nascidos serão colocados sob os cuidados da dupla de fêmeas nortenhas, para manter os maneirismos da espécie.

Todo o processo de coleta de óvulos e criação e preparação para a transferência de embriões foi chamado de BioRescue.  As instituições participantes do projeto são o Instituto Leibniz de Pesquisa em Zoológico e Vida Selvagem, da Alemanha; a Avantea, da Itália; o Zoológico Dvůr Králové, da República Tcheca, o Ol Pejeta Conservancy, do Quênia; e o Serviço de Vida Selvagem do Quênia.

“Não sabemos quantos embriões precisaremos para conseguir um nascimento bem-sucedido de um novo filhote de rinoceronte-branco do norte. É por isso que todo embrião é tão importante e a cooperação a longo prazo entre cientistas, especialistas em zoológicos e conservacionistas, é um elemento crucial”, disse Jan Stejskal, responsável pelos Projetos Internacionais no Zoológico Dvůr Králové.



Fonte: Revista Galileu



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