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Número de cidades com coleta seletiva no país mais que dobra em 4 anos

Compartilhe:     |  18 de setembro de 2014

Desde que a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi aprovada, em 2010, houve um aumento de 109% no número de cidades onde a coleta seletiva é realizada. Atualmente 927 municípios têm algum tipo de programa de coleta seletiva, o que representa 17% do total de cidades em todo Brasil. Em 2010, o número era de 443 municípios. Esses dados são da Pesquisa Ciclosoft 2014 realizada pelo CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem) a cada dois anos.

A Região Sul-Sudeste mantém a concentração de maior número de municípios com programas de coleta seletiva, 81%, revelando um panorama semelhante ao mostrado em 2010 e 2012. A região com a menor taxa de adesão ao programa é a Norte, que representa apenas 2% do total. O Nordeste tem 10% do total e o Centro-Oeste é responsável por 7%. Na conta final da pesquisa, estima-se que apenas 13% dos brasileiros tenham acesso de alguma forma a coletas seletivas.

“Os dados da pesquisa registram um aumento significativo no número de cidades com programas de coleta seletiva, o que é bastante positivo do ponto de vista do avanço das iniciativas de implantação destes programas. Contudo, o número de brasileiros com acesso a este serviço ainda é baixo. Em 2010, eram 22 milhões, e de lá pra cá a quantidade aumentou em seis milhões, somando 28 milhões de pessoas. Ainda há muito o que evoluir,” afirmou Victor Bicca, presidente do CEMPRE.

O Ciclosoft 2014 também traçou um panorama dos modelos de coleta seletiva adotados pelas cidades brasileiras. A maior parte delas, 80%, ainda utiliza o modelo de coleta porta-a-porta, enquanto os Postos de Entrega Voluntária estão presentes em 45% das cidades. Também houve um aumento no número de municípios que contrata cooperativas de catadores para auxiliar na coleta, chegando a 76% do total.

No que diz respeito aos materiais coletados, plásticos, papéis e papelão ainda são os mais coletados, representando juntos 60% de toda a coleta. Contudo, o número de materiais rejeitados ainda é considerado alto, na casa dos 20%. Na opinião do presidente do CEMPRE, “ainda falta um investimento maciço em campanhas para conscientização da população quanto à importância de se separar o lixo corretamente”.



Fonte: Redação CicloVivo



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